Friday, November 20, 2009

Sobre a questão da Imigração

Eu sabia que o assunto era polêmico quando falei sobre Bruxelas, mas simplesmente não tinha como contar minha experiência na Bélgica sem falar desse aspecto tão frequente da Europa. E eu queria muito fazer um post sobre isso, mas um comentário me fez antecipar o meu planejamento.


Não sou contra a imigração e muito menos contra o indivíduo que se sente obrigado diante das circunstâncias da vida, ou opta por enriquecer seu currículo e vida profissional. Ou decide simplesmente mudar. Inclusive essa é uma possibilidade que eu mesma não descarto para a minha vida. Porém acredito que se uma pessoa se muda para um outro país, o mínimo que ela pode fazer é respeitar a cultura que escolheu abraçar. E isso significa aprender a língua local, obedecer as leis, os costumes e tentar, pelo menos, entender a História da região. Ao meu ver isso é cidadania.


Aqui em Paris, tão logo chegamos, aconteceu um jogo entre Argélia e Tunísia. Ficamos assustadas com a algazarra que os argelinos fizeram pela cidade. Uma bagunça ainda maior do que a que fazemos no Brasil ao final da Copa do Mundo. Só que tem um detalhe: estamos no nosso país, e não na Argentina. Na quarta a festa virou o caos. No metrô bandos pulavam, gritavam e depredavam. Depredavam um país que nem é deles! E isso sim, me irritou. Na Torre Eiffel eles fecharam parte do trânsito, deixaram as ruas imundas, agrediam as pessoas com palavras e criaram uma poluição sonora insuportável. Isso é respeitar a cultura que desejou abraçar? Creio que não.


Admiro pessoas que têm a coragem de imigrar, principalmente aquelas que o fazem por não ter outra opção na vida, como os refugiados e exilados. Inclusive adoro ouvir histórias desse tipo. Porém mudar de país para viver em guetos e não contribuir e nem absorver nada da cultura local não acho que seja a melhor solução. Porque aí a lógica se inverte. Ao invés do imigrante se adaptar a sua nova realidade, ele obriga o país para o qual se mudou se adaptar `a ele. Tipo o americano que mora na Flórida ter que falar espanhol para se comunicar em sua própria nação.


E para deixar bem claro, quando falo sobre viver em guetos não digo que o imigrante não deve se relacionar com pessoas da mesma nacionalidade ou viver em bairros afins. Até porque isso facilita o período de adaptação, que com certeza é tão difícil. A questão que eu aponto é resumir a mudança transcultural a isso. Uma mudança desse âmbito pode trazer benefícios enormes para ambos os lados, imigrantes e cidadãos, sem falar para o próprio país, mas isso depende exclusivamente de como essas questões serão trabalhadas, vividas e é claro, discutidas. Mas confesso que não acho legal a mentalidade de quem imigra apenas para “sugar” o novo país, sem a visão de agregar, somar, construir. Sem falar que também não apoio a questão da ilegalidade, seja qual for o motivo. Realmente penso que se Deus tem um propósito para a vida de uma pessoa em outro lugar, céus e terras se moverão para que o indivíduo se torne legal. É claro que existem casos especiais (quem nunca ouviu histórias incríveis de missionários na China, Índia, Paquistão, etc?), mas no geral não acho que seja uma postura correta de acordo com a Lei.


Nesse período de viagem, conhecendo e me hospedando em famílias tão incríveis, de brasileiros, letos, holandeses, finlandeses, franceses e afins, vi como o intercâmbio cultural pode ser rico se partir do ponto do respeito e da aceitação. No melhor estilo: eu respeito você e você me respeita. Eu aceito você e você me aceita. E assim um mundo de incríveis possibilidades se abre para uma riqueza inimaginável. Aliás, esse é um dos efeitos da globalização.



Isso não é uma verdade irrefutável, mas é a forma como eu tenho observado a questão da imigração há alguns anos. E sobre esse assunto eu tenho certeza que ainda há muito para se falar.


20 comments:

Ivy said...

As palavras do momento são essas: RESPEITO e TOLERÂNCIA.
Amei o texto!

Ricardo Moraleida said...

Cada caso é um caso...

é bom lembrar que a relação entre Argelinos e Franceses é bem mais complicada do que a entre Brasileiros e Argentinos, pelo fato de a Argélia ter sido uma "colônia" francesa até 1962, ou seja, pouquíssimo tempo atrás.

Existe um contingente histórico por trás desse comportamento e dessa idéia de não se misturar. Infelizmente o respeito tem que existir de ambos os lados antes que a paz seja alcançada. No caso dos argelinos, é bem verdade que eles são, em grande parte, discriminados por uma boa parcela da população francesa. Como o ovo e a galinha.

Seu ponto de vista é interessante, mas ele precisa ser trabalhado nessa perspectiva histórica...

ps.: espero que esteja tudo muito bem aí com vcs, o Laurent e a família dele! :) Mande um abraço meu!

Nana said...

Muito bom o seu ponto de vista! Os republicanos dos USA iriam te adorar! Quanto a respeito e tolerância isso deveria ser regra em qualquer lugar! Se vc soubesse o que os nossos queridos brasileiros fazem aqui em NY, ficaria com vergonha! Nem por isso devemos odia-los. E a bagunça dos mexicanos, meu Deus, por um segundo tenho vontade de mandá-los todos de volta pro México, mas me arrependo imediatamente, a cidade simplesmente não funciona mais sem eles. O dia que você tiver que viver em outro país em que vc não fale a língua e ter que começar do zero, você se vera muito mais tolerante. Sem contar o que cada um deles deixou pra trás, muitas vezes pra dar de comer aos que eles deixaram! Assim como vc eu sou intensa, e visto mesmo a camisa do grupo que eu faço parte, neste caso os imigrantes. Não precisa nem de publicar meu post! E o dia que vier a NY, não precisa ficar em hotel, teria o maior prazer em te mostrar os guetos da cidade!

Iana Coimbra said...

Ivy: Valeu!

Mora: O Laurent é sensacional! Valeu pela dica! Sobre o assunto, acho que qualquer ponto de vista tem o que ser trabalhado. Ideias são para serem discutidas, não é mesmo? Mas não acho que a história justifique certos tipos de atitudes. Senão vou correndo ali bagunçar Portugal! (brincadeirinha!!!). O caso que ilustrei é apenas um exemplo do que os imigrantes tem feito em seus países de destino. E sinceramente, não posso achar legal, ou justificável. Toda ação gera uma reação e o que vemos é isso por aí. Podemos nos apoiar na História para justificar atitudes ou decidir mudá-la. Eu sempre aposto na segunda opção.

Nana: Eu conheço bem essa realidade, afinal já tive a oportunidade de ver de perto. E quando falo que a imigração é um longo assunto a ser discutido, é exatamente porque estamos falando de pessoas, e não de bens de consumo. E definitivamente cidade nenhuma vive sem eles. Afinal eles fazem aquilo que os cidadãos não topam. E sei que todo mundo que saiu do seu país teve que abrir mão de coisas. Não tô aqui para julgar isso. O que questiono é a postura adotada ao chegar ao país que se sonha. Não tô falando da dificuldade em se aprender a nova língua. Isso é o mínimo na minha opinião. O lance é nem se interessar por isso. Conheço pessoas que moraram anos em outros países e nunca aprenderam a se comunicar na língua local. Não acho isso certo. Porque para mim fica a ideia de que a visão é apenas sugar. Exatamente como os portugueses fizeram conosco há tantos anos e sempre criticamos. Eu sempre penso em como fazer a diferença, em como gerar transformação. E o meu texto é com a intenção de trazer a reflexão, e não ofender. Se vc se sentiu ofendida, me perdoe.

Publico seu comentário com prazer, porque acho inteligente discutir esse tipo de questão. É assim que crescemos como pessoas e como cidadãos. E se me convidar, aceito com o maior prazer. Beijos!

Marina -- said...

O que vc disse, de "odiar" é uma expressão forte, mas 'come on,' esse é seu jeito. Só q tem pessoas mais sensíveis, ou que lêem com os olhos apenas, sem te conhecer muito, não entendem oq vc quer dizer, né.. Legal de vc se explicar, pra num ficar com aquele lançe de queimar o filme e talz, ainda mais com tanta atenção que recebe.

Seu ponto de vista sobre os imigrantes resume o meu. Sou uma. E procurar se encaixar na cultura dos cidadãos, aprender sobre seus costumes, pelo menos tentar falar a língua, e respeitá-los é sempre mto bom. Onde moro: Sul da Flórida. hahaha.. imagina né! É sim uma mistura danada, e se encontra mtos americanos chateados com a falta de consideração do povo. Creio que assim como vc, me dói ver 'desses imigrantes' que vc cita no texto. É a mesma coisa de vc abrir a porta da sua casa pra um estranho, e ele começar a vandalizar, gritar com vc em outra língua, comer, beber, sair batendo a porta, e por cima falar mal de vc!! Tem coisa mais chata do que isso? É triste ver pessoas falando mal dos americanos, sem um pingo de respeito ou gratidão. (Eu simplesmente os amo. E sim, eles são legais, gentis, and adorable, parte do imigrante querer conhece-los tbm).

ps: tbm concordo que sem eles nada anda praticamente, mas se o país te serve, pq não servi-lo tbm, né?

Pra terminar: Parabéns pelo post, ótima escrita. Have a great time in Paris. Post some pictures for us to see. E quando passar pela Fl de novo, dá um alô no twitter, que tem porta aberta procês tbm. Fica com Deus.

/NinaLieri

Paulo Victor said...

Realmente é um assunto complexo. Mas o maior prob da discussão é q as pessoas levam o twitter mto a sério... Sei bem da capacidade de síntese do mineiro, e isto misturado à impulsividade e à limitação de 140 caracteres gera algo como "odeio imigrantes". Mas não existe aquela história de q pro mineiro um simples "nó" = "nossa senhora do perpétuo socorro da misericórdia divina"? Então. Conhecendo você (até pelas palavras lançadas de forma mais analítica, aqui), dá pra saber q um "odeio imigrantes" = "odeio o comportamento q se pode perceber em imigrantes q chegam a um país estranho e depredam tudo!". hehe.
E essa síntese é muito comum no twitter. Eu tb, q sou goiano, de vez em quando posso soltar um "vou me jogar pela janela", e nem por isso as pessoas precisam me ligar desesperadas. É desabafo, é palavra solta, é só um "assobio".

Sobre o assunto, acho interessante a discussão do @moraleira. Não há como não se relativizar a questão. Até mesmo pq certos tipos de comportamentos estão intimamente ligados à perspectiva histórica e à forma como se desenvolve a sensibilidade estética de uma cultura. E isso não é exclusividade de imigrantes. Basta ver em nossas próprias cidades, brasileiros pichando, quebrando tudo, destruindo o patrimônio de brasileiros, deles mesmos. Ou a quantidade de estupros, assaltos, roubos, assassinatos... tudo de brasileiros contra brasileiros. De cidadãos contra cidadãos.

Infelizmente, o comportamento agressivo acaba sendo ligado a uma condição de pobreza, pela série de fatores que essa condição gera na formação do indivíduo e do grupo (claro que isto não é regra. Aqui, na minha cidade, foram filhinhos de papai que queimaram o índio). Mas na grande maioria dos casos, vemos depredação, desrespeito e violência relacionados aos guetos onde a população é desprovida de condições de sobrevivência, de dinheiro, de saúde, de educação (esta, então, é o cerne da questão). E esses guetos aos quais os imigrantes são obrigados a se sujeitar não se diferenciam muito dos guetos nos quais jogamos aqueles a quem marginalizamos.

Cabe ressaltar, ainda, que grande parte da culpa de essa cultura ter se desenvolvido assim deve-se à forma como os civilizados do velho mundo depredaram, expropiaram e extorquiram os países aqui do sul e nossos companheiros de pangéia, do leste. Não é o caso de descontar o q fizeram, de destruir como forma de vingança, de tomar de volta o e nos levaram. O problema é que a lógica histórica acabou gerando essa desigualdade que inevitavelmente reflete no "bom-comportamento", na educação, no "bom-senso".

Vcs estão em Paris. Já passaram ali perto da Gare du Nord? Falei com a Flavinha pra evitarem, justamente por isso. Ali é um gueto da Índia, uma bagunça só! Mas eles são "bangunçados" por mal? Pq gostam de ser assim, só de sacanagem? Creio que não. Na minha visão, isso acontece pq eles são como se desenvolveram. Eles vivem bem daquele jeito, e não acham que estão "prejudicando" ou sujando a cidade. Na minha percepção estética, é terrível, sujo, poluído. Mas na cultura deles aquilo é normal.
Pior é o camarada que aqui joga uma latinha pela janela do carro. Ou os tantos outros que jogam bituca de cigarro no chão (e nisso os europeus são mestres), achando q não é lixo.

Como em Jerusalém. Se você for aos bairros judaicos - a maioria, recheada de judeus europeus - vai achar o paraíso da limpeza e da civilidade. Uma rua adiante, o bairro árabe parece um caos.

Confesso que demorei a entender que aquele tanto de papel no chão era algo cultural; e enquanto não concebermos isso como uma consequência histórica, vamos sempre querer esganar quem apronta aquela bagunça toda.

Concordo com você que o respeito é fundamental, e a educação também. Mas a consciência do que é esteticamente limpo e bonito, e do que é comportamentalmente aceitável se desenvolveu de forma desigual, assim como desigual se desenvolveu o mundo.

E nem sei se a nossa tentativa de planificar o cheirozinho é o melhor. Talvez a bagunça seja o ideal (to zoando. se for, para o mundo q eu quero descer... hehe).

Bruno said...

Tenho acompanhado seu blog a um bom tempo e só tenho elogios a você
Ótimo blog, um dos melhores que eu já tenha visto.
Você escreve muito bem mesmo, expressa suas opiniões de forma inteligente, me apaixonei pela sua maneira de escrever AHuahUAHuahU

Bom, mas deixando a puxação se saco de lado

Concordo plenamente com você, seria ótimo se todos pensassem assim, com certeza muitas caracteristicas culturais seriam preservadas e muitos problemas de preconceitos não existiriam
Mas creio que este seja um daqueles assuntos inacabaveis...

Parabens pelo blog, continue escrevendo bem desse jeito

Beijos

Suenia said...

Oi Nana!!

Ótimo post!

As flores me lembram vocês! Ontem fui no McDonalds e me lembrei de voces! E 'aquele' vento também me lembra vocês! Fora o chocolate quente!! :)

Deixaram muitas saudades!

Concordo sobre quase todos os pontos que você colocou aqui, principalmente sobre a integração, o respeito e aprendizado do idioma (que não somente é uma responsabilidade mas um grande privilégio também)!

Mas em relação a ilegalidade, infelizmente, não é uma opção! Ninguém fica ilegal em um país por optar por isso. O problema na maioria das vezes são as leis do país, que não são claras e mal elaboradas.

Como na Bélgica por exemplo, que para se ter direito a legalização pela atual anístia, o indivíduo tem que estar morando por pelo menos 5 anos no país, de forma ilegal evidentemente.

É, imigração é um bom tema a ser discutido.. e não somente o post está excelente, mas também os comentários! Uma discussão muito saudável e inteligente!

Um grande beijo para as três que trouxeram por alguns dias beleza e alegria às ruas de Bruxelas!

Saudades! ;)

syldormendes@yahoo.com.br said...

Concordo com vc Iana eu moro na Italia a 5 anos e respeito,muitos sao mal educados e todos os italianos falam palavroes,mas admiro ver os idosos nas praças,indo passear de maos dadas,comemorando 40,50 anos de casados,indo dançar e com 90 anos ainda com habilitaçao.Mas tbm concordo ke a Europa tem sido dominada pelos muçulmanos eles estao ate p/ aprovar aki uma lei p/ ensinar nas escolas o islamismo.Gosto muito do seu blog e estou me divertindo muito com essa sua "aventura"na Europa.Deus te Abençoe..bjs

aline Adães said...

É muito bom passar por esse blog para ler os posts da Iana, mas vale ressaltar que é muito bom também ler os comentários de um rapaz chamado PAULO VITOR.
Se alguém tiver o endereço do blog dele me avisa por favor!

Fernanda Latorre said...

123 Viva Argelie! Adorei o texto! Voltem logo, to morrendo de saudades!!! Bjos, Torre.

Ah, e minha não estadia em Paris pode entrar na lista de motivos pra voltar, hein... quem sabe em outra época, com mais companhias... quem sabe. Bjos!

Paulo Victor said...

Oi, Aline. Valeu pelos elogios.
Não tenho blog. tinha um, mas já o aposentei há tempos.
Era o papeldepao.wordpress.com. Mas tá às moscas mesmo. Nem vale a pena. Hehe.
Abraço.

Paloma said...

Nossa!
adorei a reflexão, muito pertinente e concordo plenamente!
bjoks

Aline Adães said...

Oi Paulo,
Passei por lá. Muito inteligente e interessante. Uma pena que está às moscas.
Abraço tb!

Senhori Positoni said...

A verdade é que bem poucos respeitam e pensam em cidadania e civilização. E isso não compete à cidade ou à país. Existem franceses que vêm ao Brasil e aqui pensam ser seu lar, e também cometem seus delitos.
Essa educação faz parte de uma pessoa que entende e admira os costumes de um grupo social e procura entender e assimilar suas motivações. Porquê os chineses têm a dieta baseada no arroz, ou porquê os africanos comiam tanto feijoada e por aí vai... isso é riqueza, isso é cultuta. Um legado do povo.

Para você vai uma dica, já que gosta desse tipo de história de desertores e migrações, cheia de emoções, procure ler a história de dois bailarinos: Nureyev e Li Cunxin. Este último, o livro dele está em certo destaque em livrarias: ADEUS CHINA - O último bailarino de Mao.

Beijo grande!

Ester said...

Oi, Iana.
Essa questão é, de fato, bastante polêmica. Morei um tempo em Londres p/ estudar inglês e convivi de perto com incontáveis brasileiros que vivem ilegalmente por lá. No começo, eu não me conformava, por exemplo, que houvesse tanta igreja c/ pastores e membros ilegais. Eu ficava pensando como é que aquelas pessoas conseguiam dormir à noite sabendo que, se fossem pegas, seriam presas e deportadas, ou seja, seriam tratadas como quem infringe a Lei do país. Mas aí, qnd comecei a ver de perto a história das pessoas, passei a vê-las com outros olhos. Elas estão lá, mas sonham com o dia em que vão poder voltar p/ Brasil. Tem amigos brasileiros,compram comida em lojinhas brasileiras,assinam Sky p/ poderem ver programas brasileiros,tem patrões brasileiros e moram c/ outros brasileiros. A maioria dos brasileiros não está lá p/ absorver a cultura ou ver aquele país como casa(muitos ficam anos por lá e não sabem sequer 10 frases em inglês). A maioria está lá só por um tempo,p/ lutar por condições melhores de vida, juntar dinheiro e voltar p/ Brasil. Outras estão como se fossem fugitivas da vida difícil que levavam por aqui.Conheci uma moça, por exemplo, que vendia biscoito no semáforo aqui p/ sobreviver! E lá ela tinha casa, comida, conforto, um bom salário e tdo de que ela precisava.Na verdade, foi quando a conheci q comecei a, realmente, reavaliar meus conceitos. Eu teria coragem de achar que ela estava errada e que deveria largar tdo lá e voltar a vender biscoito no farol?
Complicado. Confesso que não tenho uma opinião clara sobre o assunto. Prefiro pensar que cada caso é um caso.
E aí?Gostou da Finlândia? Na sua opinião, ela é branca. Na minha, é quieta! Não sei Jyväskylä, mas Tampere, mais ao sul, é TÃO deserta e quieta que dá vontade de dar um grito p/ ver se alguém aparece. Onde estão as pessoas, os carros, ônibus, as buzinas, sirenes, barulho de construção, enfim, todo o barulho típico de uma cidade,do qual preciso p/ conseguir dormir?rsrs

Bruna Lobo said...

Meu comentario nao tem nada haver com o post, mas é que a horas eu to me endagando sobre uma foto que tu tem no flirk, aquela que tem uma "moça" deitada nas almofadas com um pijama (nao sei se é pijama) de flanela. Ja vi umas 4 vezes, afinal é tu ou nao Iana?
hehehehe
bjãoooo
Que a tua viagem continue sendo maravilhosa queridona.
Deus te abençoe

Ricardo Moraleida said...

Olha o pvictor fazendo fama nos blogs alheios! hahaha

já que é pra passar recado, eu sou da campanha pvictor volte a escrever. e tenho dito!

=)

ps.: oi, Iana!

Paulo Victor said...

@moraleida hahahaha. já falei pra iana que é muito mais jogo comentar aqui do que escrever lá. a audiência é maior e tem sempre um incentivo em relação a tema. hehehehe

Cíntia Mara said...

Como nunca viajei pra fora do Brasil e conheço poucas pessoas de outros países que moram aqui, não posso dizer muito sobre o assunto. Mas RESPEITO independe do lugar onde se nasce ou se vive. Todo mundo quer ser respeitado, não é mesmo? Então vamos respeitar os outros também, é tão simples.

É uma pena que nem todo mundo consegue entender que as pessoas são diferentes e devem ser respeitadas independente de suas opiniões. Não é preciso ir muito longe pra ver isso não, dentro de casa, no trabalho, na igreja, acontece muito. Imagino que a questão da nacionalidade apenas escale um problema que já exista em qualquer ambiente onde é necessária a convivência. O que a pessoa aprende a ser em casa, ela refletirá em outros lugares.

Bjos