Wednesday, March 4, 2009

Parece piada.

Qual país tem um presidente que sofreu impeachment e o sujeito tem a coragem de voltar anos depois à política como senador? (Pensando bem, como ainda tem gente que vota nele?) Agora o cara ainda vira presidente da Comissão de Infraestrutura da Casa. Sim, eu sei que parece piadinha, mas infelizmente não é. E olha que não duvido que ele vai voltar a ser presidente um dia...

Amo ser brasileira, mas quando penso nisso não tenho orgulho nenhum em morar aqui.

Para quem ainda duvida, aí vai a matéria:
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1027336-5601,00-COLLOR+DERROTA+PT+E+SE+ELEGE+PRESIDENTE+DA+COMISSAO+DE+INFRAESTRUTURA.html

16 comments:

Carolina Vilela said...

Eu amo ser brasileira, mas não tenho orgulho dos brasileiros que têm uma memória tão fraca.

Ricardo Moraleida said...

Bom... muita gente me critica dizendo que eu sou otimista demais, mas quando se trata de política brasileira, e apesar de todas as casas-da-dinda, castelos e escândalos, eu ainda acho que estamos caminhando numa velocidade razoável. Nossa democracia faz exatos 20 anos este ano, e não adianta contar o tempo antes da ditadura pq a coisa também não era lá tão bonita.

Se quisermos um número mais expressivo, temos 120 anos de república, após quase 400 anos de impérios e colônia. E já aprendemos a ser um país independente, com um sistema multipartidário defeituoso, mas que funciona, sem golpes de estado, guerras civis ou outros tipos de distúrbios.

Oxalá um dia estes países e governantes aprendam a ser como nós:
Era uma vez um castelo...
e
Khadafi, o rei dos africanos

O caso Collor, assim como o do castelo não é um motivo para nós termos vergonha, e sim para eles. É sim um motivo para protestar mas, principalmente, é um motivo pra pensarmos no quanto nós temos sido corretos com a nossa cidadania. Por falar nisso, o IRPF 2009 tá aí, e é bom lembrar que sonegação também é corrupção - quer gostemos do governo, quer não.

ó eu escrevendo baldes de novo... foi mal ae... :)

só pra constar: eu leio TUDO que vc escreve, saudades de vc!

Tamires said...

"...e o sujeito tem a coragem de voltar anos depois à política como senador? (Pensando bem, como ainda tem gente que vota nele?)"
Num sei quem é o pior!

Juliana Marques said...

olá Iana sempre leio o seu blog
hj deixei de preguiça e resolvi comentar. Lamentavelmente é um absurdo o q acabamos de ler e está sendo noticiado em todos os jornais do país, Collor de volta a política, tbm amo ser brasileira, mais q o povo na sua grande maioria é burro "desculpe a expressão" mais é verdade
ñ é nehuma novidade, esse ñ é e nem será o primeiro politico corrupto q volta a ativa, e a unica coisa q podemos fazer é ñ votar neles e orar para q Deus possa instruir os eleitores dessa nação para q coloque no governo gente honesta q tem vontade de fazer a diferença, são poucos mais existe...
bjuss

Iana Coimbra said...

Adoro comentários inteligentes por aqui. É sério.

Carol: Somos dusas. Será que tem remédio para isso?

Caríssimo amigo Mora: Concordo com seu ponto de vista em certos aspectos. Falei isso esses dias para dois austríacos que apareceram pelas bandas de cá. Sei de todos esses fatores, porém nunca tivemos tanto acesso a informação na História. Será que é tão difícil as pessoas aprenderem? Podemos estar aprendendo a viver em uma república, mas o caráter do brasileiro não começou a ser formado outro dia. O ser humano é ser humano e ponto final. Caráter é caráter. E se formos considerar o tempo, o que podemos dizer da Austrália? País tão recente quanto o nosso. Otimisto à parte, continuo sentindo vergonha. Pena que os caras não.
Ah! Adoro seus comentários e fico muito feliz em saber que você sempre lê. ;)

Tamires: Nem eu.

Juliana: Concordo com vc. Mas as vezes acho que é tão pouco. As leis tinham que ser mais rígidas. E as pessoas tinham que ter mais caráter. Não paro de pensar nisso. Escreve mais!

Paulo Victor said...

Concordo com o camarada aí de cima. Tudo isso é revoltante, mas penso que a corrupção deva ser vista por uma abordagem cultural.

Um dos nossos grandes problemas é o famoso "jeitinho brasileiro", cantado em odes (não consigo entender porquê da admiração popular desse traço cultural). O que nos difere (de forma genérica) dos collors são, grosso modo, os meios de que dispomos para exercer nossas pequenas corrupções, na mentira, na sonegação, nas falhas de caráter. E isso é desafio para uma geração (ou mais), a ser transformada por projetos de educação e revolução cultural mesmo.

Enquanto nós fizermos algo (errado) pequeno aqui, nada nos garante que não o faríamos lá, com coisas grandes nas mãos.

Júlia Tedesco said...

Nossa, eu também amo ser brasileira mas realmente não entendo a ignorância desse povo! Se eles fossem mais espertos votavam em gente que presta não em gente como o Collor que não fez nada de bom pra esse país, muito pelo o contrário! Por essas e outras que esse país não vai pra frente :/ Tomara que quando eu ser adulta já esteja melhor né :P

bons bordados e pensamentos said...

Iana
infelizmente o brasileiro, não todos mas uma boa parte deles tem memoria curta
abraços

silvia

Priscila said...

"Amo ser brasileira, mas quando penso nisso não tenho orgulho nenhum em morar aqui."

Eu também acho a mesma coisa! Como pode isso acontecer?

Ana Flávia said...

http://blog.cronicanet.com.br/senador-fernando-collor-de-mello/
Iana,da uma olhada no link acima.
bjss

ana c. said...

Parece brincadeira neh?!

Drielle said...

Oie...

eu sei que não tem nada a ver...
mas o que aconteceu com o BLOG DO MUDANÇA!!!

Pipe & Renatinha said...

Ei Iana.

Olha eu aí "depois de um longo e tenebroso inverno". No meu caso, literalmente (record de frio dos últimos 5 anos no Canadá) rsrsrr.

Bom, mas tb sou otimista e mais amante do Brasil do que que nunca. Concordo com todo mundo até pq não entendo muito de política. Mas uma coisa a gente tem que admitir: pelo menos o Collor pagou pelo que fez (talvez barato demais mas pagou). Pior e mais piada do que isso são os outros que fizeram pior, foram descobertos, deram desculpas esfarrapadas ou não e continuam como se nada tivesse acontecido. Isso sim dá vontade de sumir!
É isso, falei! rsrs
Mudando um pouquinho de assunto, semana que vem terei a honra de receber aqui sua família canadense. Não vejo a hora. Prometo que mando fotos!
Bjos e um ótimo final de semana

Ricardo Moraleida said...

2 pensamentos apenas pra salientar:

1. @Iana e Paulo Victor -> estamos falando sempre, e muito, de educação. E educação leva tempo. Enquanto nossos jovens continuarem passando 14 anos na escola e saírem sem falar inglês, sem saber o que faz um vereador ou porque reciclar o lixo é importante, vamos continuar num país de pequenas vitórias individuais: eu contra você ou eu contra o sistema numa luta pela sobrevivência. Não é raro encontrar gente por aí (eu tenho vários amigos assim) que dizem que se pudessem sonegariam todos os impostos. Justificativa? O dinheiro é mau usado. Ok. Em muitos casos - não arrisco a dizer "a maioria" pq esse país é MUITO grande - é sim, mas: UM ERRO JUSTIFICA O OUTRO?

2. Não é impressionante o tanto de comentários jogando a culpa da corrupção e dos males do país no "brasileiro", como se ele fosse um estranho aqui? A culpa é sempre do "outro"?

Quem nunca se corrompeu que atire a primeira pedra!

Iana Coimbra said...

Gente, os comentários dessa vez foram um espetáculo. Dicussão bacana, respeitosa e de muito conteúdo. Nem tenho muito o que falar, senão agradecer pelos comentários de todos que enriqueceram muito a discussão. ;)

Assim o Brasil vai para a frente, né Mora. ;)

Paulo Victor said...

@Ricardo

Pois é, rapaz. Concordo contigo. Acho que as nossas pequenas corrupções devem ser encaradas como causas das corrupções maiores dos políticos, e não como consequência.

O que eles têm de "vantagem" é a quantidade de recursos de que dispõem para manifestarem seu mau-caratismo. O ciclo começa aqui, em nós.

E a "educação" que pode mudar isto (será que pode?) é quase uma revolução cultural. A transformação vai desde ensinar o povo (todos nós) a achar feio o "levar sempre vantagem", o "ser ixperto", até a consciência da preocupação com o próximo, com a coletividade.

Quanto a impostos, concordo com você também. É interessante o que se mostra naquele documentário "Sicko", do Michael Moore. O cara não é "o cara". Acho que seus posicionamentos são tão apaixonados quanto os pontos que critica, e ele os assume como se fossem a verdade absoluta. Mas ele tem coisas interessantes.

Em "Sicko", MM faz a comparação entre os sistemas públicos de saúde dos EUA, Canadá, Reino Unido e Cuba. E é interessante o que um casal de idosos do Canadá diz, quando arguído sobre a imensa carga tributária daquele país. Os velhinhos têm dinheiro, mas afirmam: "pagamos muito para que os outros tenham uma boa saúde, ainda que nós não precisemos, pois sabemos que se nós precisássemos, os outros também pagariam por nós".
Isso é consciência coletiva, é capital social, é inibição da corrupção! É desse tipo de "revolução" que falo.

Enquanto cada um olhar pro próprio umbigo ou ainda propor soluções que joguem a responsabilidade só no Estado (educação), sem que isso altere o nosso bolso (sonegação), esse ciclo irá se perpetuar...

Em tempo: Eu Amo o Bolsa Família!!! hehe