Tuesday, August 12, 2008

E por falar de delicadeza...


Desde a pré-estréia eu estava louca para ir ao cinema assistir. Em primeiro lugar porque simplesmente amo filme brasileiro (a nova safra, é claro) e gosto de prestigiar a cultura nacional. Demorei um pouco, mas valeu a pena.

Era uma vez é um filme que fala de ingenuidade, delicadeza e brutalidade. Talvez está aí a diferença entre este e outros que usam a pobreza e a desigualdade social como pano de fundo: o tom ingênuo e delicado da narrativa. É a história clássica da princesa e do plebeu, que moram tão perto, mas tão longe. Pessoas deslocadas de sua realidade que se encontram em um universo paralelo, mas que infelizmente não existe. É aí que mora a brutalidade: na impossibilidade de transportar o belo enredo imaginário para a crueza da vida real. A violência aqui não são tiros, sangue, armas ou o drama social vivido pelo Rio. A violência está na distância das realidades, na incompreensão, no preconceito, na arrogância, no problema de caráter do ser humano.

A história é simples: um moço bom do morro que se apaixona pela linda moça rica da zona sul. Sua saga pela conquista é repleta das estratégias de um garoto trabalhador que resulta na rendição inevitável da princesa ao amor pseudo-proibido. Destaques para a direção primorosa, belíssima trilha sonora, figurino impecável, em especial à caracterização de Nina, com vestes de boneca e detalhes de princesa.

Este é basicamente um filme de amor, mas não um amor óbvio. É sim, em primeiro plano, a paixão de um casal, mas que também serve de fio condutor para falar sobre o amor de pai pela filha; de mãe e filho, o amor entre irmãos, o amor pela vida e o amor à honestidade e honra.

Amparados pela pureza e ingenuidade, Dé e Nina, contam uma história tão verídica que dói. E são essas duas características que marcam também as escolhas que traçam o destino do jovem casal.

Saí do cinema impactada, mas com vontade de aplaudir de pé.



17 comments:

Ana Carolina said...

Assisti tb, logo que saiu. Sou fã do cinema nacional. Saí muito emocionada, não muito pelo enredo, mas pela qualidade das cores, o tratamento das imagens e pela inigualável fotografia do filme. Em alguns momentos a luz e os ângulos estavam tão lindos que quase chorei.

Palmas para o nosso cinema, e vaias pr'aqueles que ainda não foram prestigiar.

Adorart said...

Olaaaaa

Tbem sou fa de filmes brasileiros esse ai deve ser massa

Ha Um tempo visito seu blog pois acho muito interessante suas postagens

Acabei de criar meu e coloquei o seu na minha lista de blogs

Me chamo Aline sou do Parana e tbem danço.Mesmo nao te conhecendo sou sua fa viw

Um Abraço

AngelMi said...

Taí, gostei da crítica... deu até vontade de ver. Confesso que achei que seria mais uma história estilo "Romeu e Julieta" mas sua narrativa gerou curiosidade.
Bjs proce amadica.
Mi

Raquel Vilela said...

Olá Iana, tudo bem?

Que ótima crítica hein! Parabéns...

Ainda não assisti, acho que assistirei hoje...
sobre os filmes brasileiros, não sou muito fã, pois acho que em alguns filmes eles assassinam o Brasil mas tudo bem! Mas de uns tempos pra cá, tenho visto ótimos filmes... espero que continue assim para o Brasil se tornar conhecido cada vez mais...

Bom essa é a minha opinião...

Até mais

Raquel Vilela
quelconcei@hotmail.com

Dani said...

Ei, eu assisti!! E amei!
História tão verdadeira que dói mesmo...

*Os filmes nacionais estão arrebentando mesmo! Iana, vc já viu "Polaróides Urbanas"?
Achei bem legal...

bjão!

Luana e Luma said...

Oii Iana.
Saudads óh de passar por aki...!! rs
Bem, ns perdoe por nsa sinceridade, mas n gostamos nem1 pouco de filmes nacionais. :P
P/ falar a verdad, uns dos filmes nacionais q assistimos e gostamos msm, foi "Se eu fosse vc", é uma comedia bem interessante.
..

MAs, pelo q vimos esse filme deve ser legal, vamos procurá- lo p/ assistit depois.

Bjuss
Deus abençoe!

Luana e Luma said...

Oiee Iana.
passa lá em nso blog, para ver o que tem lá. Esperamos q vc goste. :D
..
Bjuss...
Deus abençoe!!

Paulo Victor said...

Também sou fã do NOSSO cinema.
Sei que há filmes "tristes demais", "violentos demais", mas Cidade de Deus, por exemplo, trata de uma realidade que também não pode ser desprezada.

Lembro-me de quando veio o boom, com Central do Brasil, e havia críticas de que o filme "queimava nosso filme" (hehe), por mostrar pobreza demais. Eu, particularmente, considero aquela uma obra prima do cinema (e da poesia) nacional. E acho que dali em diante vieram muitas coisas boas.

Ainda não assisti a Era uma Vez (tenho que ver logo pra me lembrar de outra coisa e tirar a música da Sandy Júnior da cabeça, toda vez que falo ou penso no título!!!), mas desde que ouvi uma entrevista com o ator principal, numa rádio, há alguns dias, fiquei com muita vontade. E tenho ouvido críticas realmente muito boas (como a sua). Acho que deste fim de semana não passa. To muito defasado em relação a cinema, mas vou ver se tiro o atraso! :)

Em relação às safras, também desprezo a antiga (aquela mancha da década de 70... hehe. E os do Zé do Caixão - e não é que ele tá voltando?).

kamila said...

Ol�... ah, desculpa a intromiss�o aqui no seu blog, � que na verdade ja tem um bom tempo que o acompanho mas nunca tive coragem de comentar por achar algo muito particular, seu. Na verdade conheci a Isa e o Felipe Toller, gostei muito deles e espero poder te conhecer um pouquinho tamb�m nem que seja pelo blog mesmo, srsrsrsrs. Na verdade me surpreendi bastante com a� Iana jornalista� e passei a te admirar mesmo pelo que escreve. Seu blog realmente me inspirou a criar um tamb�m,(na verdade ganhei) a� aproveitei pra add o seu como favorito, espero que tudo bem ok!
enfim, se tiver tempo de dar uma passadinha l� http://k-a-m-i-l-a-chianca.blogspot.com/, vou ficar feliz...
e at� o pr�ximo post.
Que Deus te aben�oe mais ainda...
Bj�o! ;D

Tássio Costa said...

Olá Iana.. Graça e Paz!

Estou louco para assistir esse filme, tem uma história bacana! Na verdade, eu não gosto nenhum pouco do cinema brasileiro, até porquê eles retratam um BRASIL onde só existe violência, drogas, sexo, imoralidade. Principalente em se tratar da Globo Filmes...Mas em fim,esse filme merece crédito sim, tem uma temática boa, enredo excelente, mostra tbm que no Brasil existe lindas histórias de amor! ^^

Gosto de ler seu Blog, pq me identifico muito com suas palavras, até pq vc é muito sincera, que expõe suas opiniões sem medo do que vão pensar!

Que Deus continue a te usar tremendamente, para nos edificar com suas palavras. Deus abençoe sempre!



Ahhh.... dá uma passada lá no meu Blog se for possível! ;D

aNa CaRoLiNa said...

Iana,
olha eu aqui de novo,
poxa,nem tinha visto em cartaz..

mas agora estou com muita vontade de ir assistir..
e.. bjos..

Fer said...

Iana...
Me socorreeeeee...
preciso de duas musica cristãs, uma africana e uma indígena....
urgenteeeeeeeeeeeeeee
vc consegue pra mim?
bjokas

Dani Cabrera said...

Oi Iana!

Faz tempo que eu não passo por aqui e calhou de na volta encontrar logo uma dica sobre o filme que estou louca pra assistir! Acho que nesta semana encontro um tempinho pra ir ao cinema.

Achei muito interessante o teu comentário sobre o filme e concordo sobre a forma igualmente cruel em que se trata a desigualdade social. Uma vertente menos apelativa, o que me chamou a atenção, porque noutros casos só se grifa a violência urbana, a prostituição e o carnaval.

Enfim, estou mais ainda empolgada pra assistir. Acho que essa semana rola!

Um beijo grande!

i-relevante said...

Hoje empolguei e respondi todo mundo!!!

Carol, concordo. A fotografia é sensacional!

Aline, obrigada pela sua visita!

Angelmi, apesar de muita gente dizer que é uma versão tupiniquim de Romeu e Julieta, eu acho um erro colocá-lo nessa categoria. Quando vc assistir, entenderá.

Raquel, achei legal a expressão assassinam o Brasil. Concordo que muitos filmes fazem isso, mas não todos. Vc já viu A Dona de História? Lisbela e o Prisioneiro? O Homem que Copiava? Tem coisas muito legais fora do circuito comercial. Vc se surpreenderá!

Dani, Polaroides está na minha listinha de espera! Com certeza assistirei.

Lumanas, não precisa se desculpar pela sinceridade. Se tem uma coisa que eu admiro é isso. Mas olha só, vale a pena se aprofundar um pouquinho mais e dar uma chance a cultura nacional. Vale a pena. Bjs.

Paulo, lembro de parte da minha infancia assistindo Cine Trash / Zé do Caixão.rs. Não sei se é do seu tempo, mas me divertia. É péeessimo, eu sei. rs. Gostei muito das suas colocações, como sempre. Acho que a forma de chamar atenção para a pobreza foi uma maneira de trazer o nosso cinema para a discussão, chamar atenção. E foi um método válido. Só não acho que é uma fórmula acabada. Vamos ver o que vem por aí.

Kamila, bem vinda! Adorei seu comentário e vc me falou uma das coisas que mais gosto de ouvir.

Tássio, valeu pelo comentário. Vou te falar o que já até escrevi acima. Existem muitas coisas que valem a pena. Porém o circuito comercial foca mais esse lado (que é real, não vamos nos esquecer disso). Dê uma assistida nas produções anteriores que citei. Vc vai gostar.

Ana Carolina, foi ao cinema?

Fer, vou ver com minha mãe e te falo. Eu realmente não sei...

Dani, saudades!!!!!!! Como c tá????

Dani Cabrera said...

Tô bem, mocinha!
Correria de trabalho, faculdade... Enfim, aquelas coisas boas e cansativas que servem pra nos fazer crescer! rs

Ah! Ontem eu lembrei do teu aniverário! Tenho uma memória ótima pra guardar datas e a tua foi lembrada! Feliz aniversário atrasado!

Tudo de bom!


Mil beijos!

Fabíola Paiva said...

aii nanaa. vc agora me deixou com mais vontade de ver!! afinal, vc viu com quem? rs.
beijos

julio said...

ei Ianna eu assistir hoje "Era uma vez" e veleu muito apena um filme lindo... com um final surpreendente, quando acabou a sala toda ficou em silencio lagrimas escorriam no rosto das pessoas... muito bom!!! legal vc ter postado em seu blog