Tuesday, March 31, 2009

Do blog alheio

Eu gosto de coisas simples. E hoje achei uma delas no blog de uma amiga querida. A Taty.

Então, há um tempo eu tenho pedido a Deus para me dar mais amor. Amor pelas pessoas, por Ele, e até por mim mesma. É que nem sempre a gente age da forma como deveria. Como disse o meu querido Paulo numa certa carta: "pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo" (Rm. 7.19).

Aí no meio desses pensamentos, vejo o post da Taty e essa canção. Tudo tão simples, voz e violão, sem nenhuma grande produção ou pretensão. E as palavras que tenho falado para Ele constantemente. Aí vai a letra para cantar junto.



Scenes of you come rushing through
You are breaking me down
So break me into pieces
That will grow in the ground

I know that I deserve to die
For the murder in my heart
So be gentle with me, Jesus
As you tear me apart

Please kill the liar
Kill the thief in me
You know that I am tired of their cruelty

Breathe into my spirit
Breathe into my veins
Until only love remains

You burn away the ropes that bind
And hold me to the earth
The fire only leaves behind whatever is of worth
I begin to see reality
For the first time in my life
I know that I’m a shadow
But I’m dancing in your light

Teach me to be humble
Call me from the grave
Show me how to walk with You upon the waves

Breathe into my spirit
Breathe into my veins
Until only love remains

Vi num site e coloquei aqui.

“Vai lá com eles, vai. Cê tá morrendo de vontade de ficar lá na frente! Depois você volta no meio do show”. O Luish titubeou, deu um beijo na Carol e sumiu no meio do povo. Meia hora depois, show quase começando, ele surge esbaforido, abraça e beija a mulher. “No meio do caminho eu me dei conta da besteira que tava fazendo! Eu não ia mais te encontrar! E onde já se viu vir junto pro show e depois ficar separado?!”.

Relacionamento é isso. A gente pode fazer sozinho, mas escolhe fazer junto porque a dois é mais gostoso.

Ps: Só para ressaltar: eu não escrevi nenhuma dessas palavras e não me lembro o nome do autor. Mas bem que queria ter escrito.

Tuesday, March 24, 2009

E por falar em família...

Essa é uma das fotos mais lindas da temporada.

Tuesday, March 17, 2009

O aroma da lembrança

No Carnaval eu e minha família fomos para uma praia do litoral do Espírito Santo. Foi nessa pequena cidade em que passei minhas férias da infância e da adolescência e tenho as melhores lembranças possíveis.

Era tradição: em julho e janeiro toda a família se mudava para a casa de praia do vovô. Eram dois meses inteiros de chinelo e roupa de banho ao lado dos meus pais, das minhas irmãs, dos primos, dos tios, dos avós e dos amigos. Definitivamente, naquele tempo, aquele era o melhor lugar do mundo para mim. Acostumei a acordar e correr para o mar, procurar conchinhas, resgatar peixes "semi-vivos" do arrastão, furar ondas e tudo mais que faz parte de férias litorâneas de uma criança. Já na adolescência eu e as meninas criamos a nossa turma de veraneio. Nossos amigos eram os filhos dos pescadores, dos peixeiros, os plantadores de abacaxi. Pessoas tão simples com quem crescemos e aprendemos a conviver de igual para a igual. E como eu esperava encontrar todos eles a cada temporada. Era simplesmente perfeito e eu sempre voltava para Minas sonhando com as próximas férias.

A última vez que as coisas foram como costumavam ser foi em janeiro de 2002. Eu tinha acabado de passar no vestibular e começava a fazer estágio. Tive apenas três dias livres e fui para a praia louca para voltar logo para a vida nova que se apresentava em BH. Se eu soubesse que aquela foi quase uma despedida, eu teria aproveitado mais. Demoraram pouco mais de 7 anos para eu voltar ali. E como as coisas mudaram...

A lembrança da gente é incrível. Ela dá um sabor especial a tudo. As comidas ficam melhores, o mar fica mais gostoso, as ruas mais bonitas. É como se as memórias dessem um colorido diferente à realidade. O meu retorno à casa de praia do vovô foi assim. Um misto de ausência com presença. A presença física de muitas coisas e lugares que me eram preciosos e a ausência indisfarçável de tudo que fazia aquele universo ser mais colorido. A maior ausência é do dono daquele lugar. Meu avô. Foi a primeira vez que voltei desde que ele partiu.

No Carnaval tive o privilégio de ter comigo toda a família e fiz a maior propaganda do "melhor bolinho de aipim de todos os tempos" para o Fred. Ele provou com a maior expectativa, porém ele não achou nada demais. E assim foi com "o melhor sanduíche, o melhor picolé, o melhor milho de espiga, a melhor pizza, o melhor pão, o melhor sorvete, o melhor pastel" e tudo o mais que eu cresci acreditando ser o melhor do mundo. Não, o gosto não mudou. Mudou o sabor. O sabor da infância, da adolescência, da companhia do meu avô (de quem sentirei falta para sempre). E por mais que eu conte as histórias, mostre fotos e leve ao lugar, o aroma da minha memória não pode ser compartilhado. Afinal, é a minha história. É a minha vida. São as minhas experiências. E isso definitivamente faz tudo ser mais lindo, mais gostoso, infinitamente melhor.

Voltei para a casa com um nó no estômago. O nó da saudade. Não dos dias do Carnaval, que também foram espetaculares, mas dos que vivi durante as décadas de 80 e 90. E a quem quer que me pergunte, mais do que nunca, eu posso garantir: definitivamente eu vivi as melhores férias do mundo. E foi logo ali, numa cidadezinha bem simples do Espírito Santo.

Vó Linda e Vô Maury. Saudade é pouco...

Fazendo a "tal" pizza.


Como sempre...




Wednesday, March 11, 2009

E por falar em Ouro Preto...

Desde a época da faculdade eu planejava ir a Ouro Preto um dia para brincar de fotografar. É que simplesmente sou apaixonada pela cidade e sinto que tudo ali é um pouquinho meu também. Amo a arquitetura barroca das igrejas, o artesanato em pedra sabão, os museus, a vista do Pico do Itacolomy, os charmosos cafés. Conheço cada canto, cada história e nunca me canso de andar por aquelas ladeiras (onde já tomei tombos incríveis!). Paixões à parte, quando fui com os gringos levei a câmera a tira colo. Foi rapidinho, mas deu para me fazer bem feliz. Mas eu prometo: um dia ainda volto só para isso.





Tuesday, March 10, 2009

Já ouviu falar da Europa pós-cristã?

Há anos ouço o Pr. Gustavo falar sobre isso, mas eu nunca tinha conhecido ninguém que de fato tivesse esse tipo de pensamento. Até encontrar o Georg e a Elizabeth. O Fred e o Georg moraram na mesma república na Escócia e foi lá que o convite para conhecer o Brasil foi feito. E ele e a namorada vieram mesmo. Da Áustria para o Brasil.

Eles são católicos nominais, mas não acreditam muito na Bíblia. Para eles esse é um livro que não deve ser considerado literal e nem levado muito a sério. A cruz com certeza não é algo que de fato aconteceu. Seria cruel demais. Salvação? Para quê? De quê? Não existe inferno. Sim, Deus existe e Ele está em algum lugar distante no céu, porém eu sou o centro do meu mundo, e isso não é importante para o Todo Poderoso. No final das contas, cada um deve cuidar da sua vida, porque depois da morte todos se darão bem.

Os dois são pessoas incríveis, muito inteligentes e me impressionei com a eloquencia do Georg. Foi aí que ele me disse uma coisa que me fez pensar: "- Eu não suporto missionários". Juro que tentei controlar minha expressão, mas ele percebeu meu susto e começou se explicar. "- Eles não respeitam a minha opinião, Iana. E também não sabem conversar". Respeito: a palavra da vez.

Durante esse tempo que eles passaram conosco essa foi uma das coisas que mais aprendi. A respeitar. Não dá para ser intransigente. Não dá para querer "enfiar Jesus goela abaixo" das pessoas. Não dá para querer impor uma cultura de um dia para o outro. Tudo começa com respeito. Jesus é o maior exemplo de cavalheirismo. Ele não obriga ninguém a aceitá-lo, da mesma forma como Ele não rejeita ninguém. As pessoas precisam aprender a conversar. E é preciso se informar também, se interessar pelo universo do outro, sair das quatro paredes do "evangelho bitolado".

Nos dias em que estivemos com o Georg e a Elizabeth procurei mostrar quem é Jesus para mim. Tanto os levando para ver como é um culto protestante brasileiro, como em coisas simples do dia a dia. Uma noite fui ajudá-los a comprar pela net passagens aéreas. Eles tentaram várias vezes, mas não conseguiam. Aí eu brinquei: "- Vou falar aqui com Jesus e Ele vai me ajudar. Quer ver?". Eles riram e me lançaram um olhar com o maior descrédito do mundo. Orei rapidamente e fiz a mesma coisa que eles já tinham feito 7 vezes. Deu certo. Eles ficaram surpresos e não perdi a oportunidade: "- Tá vendo. O meu Deus liga para os detalhes. A viagem de vocês também é importante para Jesus. Ele é o cara!".

Passamos dias muito bons e eles voltaram para a Áustria. Nesse tempo buscamos oferecer a eles o nosso melhor, de todas as formas possíveis. Em nossos diálogos os escutamos e os valorizamos sempre, mostrando também, é claro, nosso ponto de vista. Eles já se foram e ficou a amizade, o carinho, a saudade, e é claro, o respeito.

Não existem fórmulas prontas e não somos sabedores de tudo. Então me lembro de Agostinho: Pregue, e se for preciso, use palavras. Talvez o problema esteja justamente aí. Estamos falando demais.

Elizabeth e Georg, no dia que fomos apresentá-los a Ouro Preto.

Wednesday, March 4, 2009

Parece piada.

Qual país tem um presidente que sofreu impeachment e o sujeito tem a coragem de voltar anos depois à política como senador? (Pensando bem, como ainda tem gente que vota nele?) Agora o cara ainda vira presidente da Comissão de Infraestrutura da Casa. Sim, eu sei que parece piadinha, mas infelizmente não é. E olha que não duvido que ele vai voltar a ser presidente um dia...

Amo ser brasileira, mas quando penso nisso não tenho orgulho nenhum em morar aqui.

Para quem ainda duvida, aí vai a matéria:
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1027336-5601,00-COLLOR+DERROTA+PT+E+SE+ELEGE+PRESIDENTE+DA+COMISSAO+DE+INFRAESTRUTURA.html

Tuesday, March 3, 2009

Acho que durmo assim.

Essa seria uma boa explicação para as manhãs em que acordo exausta, parecendo que vivi um dia completo em uma noite.

Vídeo lindo. Bem feito. E muito gracioso.

Thursday, February 26, 2009

Então eu parei.

Tirar férias me fez muito bem. Mais até do que eu imaginava. Foram dois anos intensos de muito trabalho e muito tranco. Eu sabia que estava exausta, mas não tinha noção de como... Até simplesmente parar. Parar para mim. Parar. Só isso.

O que eu fiz? Muitas coisas. Permiti me dedicar a mim mesma, a minha família, aos meus amigos. Àqueles a quem tanto amo. E pensando bem, acho que não sou muito boa para expressar o meu afeto... Que bom que ainda tenho uma vida inteira para aprender.

Essas férias foram um tempo incrível para recomeçar. Resgatei coisas muito preciosas.

Talvez a maior delas seja o meu relacionamento com a Fê, que tanto amo. Antes dela partir, há seis anos, eu vivia o tempo mais legalista da minha vida. Eu simplesmente não conseguia aceitar muito bem pessoas diferentes de mim, e minha arrogância funcionou como um muro poderoso, à medida que crescemos e nossas divergências apareceram. Mas que bom que amadurecemos. Em três semanas reconstruímos os laços que são tão caros para mim. Laços que espero que não desatem jamais.

Também tive um tempo de acerto. De permitir que o passado fique no lugar reservado a ele, e que se torne possível o recomeço. Sabe aquele ponto em que muitas coisas deixam de ter importância? Sim. Elas já tinham perdido, mas era preciso que uma pessoa soubesse disso. E agora ela sabe. E ela sabe também que é muito querida por mim. É que o tempo não é bom para resolver questões. Aliás, ele não resolve nada. Quem resolve somos nós. Gente. De carne e osso. Que erra. Que chora. Que ri. Que perdoa. Que ama. Sim, nós temos o poder de resolver os problemas e de abraçar novamente. E como é bom quando nos damos a chance de olhar nos olhos e permitir que as palavras curem. Querida senhorita, espero que você leia isso e que tenha a certeza da sinceridade e do carinho que sinto. Quero sim, poder te abraçar de verdade sempre que nos encontrarmos.

É claro que aconteceram muitas outras coisas, como o tempo breve, mas incrível, com meus amigos paulistanos, que sempre fazem meus dias mais felizes, mas por hoje era isso que eu queria compartilhar.

Enfim... A Fê já foi para casa, as férias acabaram e eu voltei para BH. A vida continua. Só espero daqui para frente ser mais esperta e parar antes de quase pifar. Parar o mundo para eu descer. Para me situar, me encontrar. Parar para recomeçar. Agora sim. Daqui em diante é isso o que quero.




Carol, eu, Fê e Pri, na foto mais linda do mundo.

Thursday, February 19, 2009

Marley, Jennifer, Owen, Nicole e Tereza.

Assisti Marley e Eu há um tempo, mas acabei não comentando aqui. Na realidade não achei o filme nada demais e apenas duas coisas realmente chamaram a minha atenção: o nariz torto do Owen Wilson e a boca inerte de tanto botox da Jennifer Aniston. Aliás, tive a mesma sensação ao assistir Australia, com a Nicole Kidman. O que elas estão fazendo com suas bocas? Será que é tão ruim assim se assumir como uma bela quarentona? Será que os produtores não percebem que por mais lindas que elas sejam e mais conservadas que possam aparentar, é ridículo mantê-las nesse tipo de papel?

Enfim, sempre que alguém me pergunta sobre esse filme eu faço as mesmas três observações:

1- A já feita acima.
2- Eu prefiro o livro, apesar da adaptação ter sido bem feita.
3- Sinceramente, na minha humilde opinião, o melhor cachorro do mundo não é o Marley. É sim a Tereza, a setter irlandês lá de casa. E pensando bem, era isso que eu queria dizer.