A matéria foi infeliz. Fiquei dois dias na cola do editor chefe da revista, até ele me responder. Ele me ligou, nos falamos e ele me disse o seguinte: escreva o que você quiser e me manda. Se não ficar satisfeita, a gente conversa de novo. Desliguei o telefone e comemorei. Cedo demais.
Mandei o texto no deadline proposto. 10 minutos depois um cara me liga. O mesmo com quem tentei falar trocentas vezes mas que não me respondia nunca. Reclamou do meu texto, do tamanho, de tudo. Aí falei simples: Converse com seu chefe. Ele não me falou em qual formato escrever. Ele disse: escreva que publico. Não me falou de limitação de toques, de nada. Não querendo criar caso, ainda falei que o entendo e não queria atrapalhar o trabalho dele. Só quero o meu direito de resposta, como foi prometido pelo cara que manda. Simples. Ele desligou e disse que encontraria uma solução.
Não gostei da solução. No dia seguinte chego ao trabalho e vejo um e-mail dele com meu texto mutilado e sem sentido. Sairá nas Cartas, o que também não foi me falado. As coisas novamente não ficaram claras. Se era para sair nessa editoria eu mandaria uma carta pessoal da Ana e da Zê, e não um texto esclarecedor assinado por mim. Mandei um novo texto da Ana então para substituir o que enviei antes. Horas depois o editor me deu a seguinte resposta: já está impresso. A solução: Colocar meu texto na íntegra no site. Eu que até então estava tentando ser o mais polida possível, joguei a polidez de lado. Mandei a revoltada carta da Ana Paula, com algumas alterações, para ser publicada no site. Eles me prometeram colocar um destaque na revista chamando para o site. Por que será que eu não acredito que eles farão isso?
Depois alguns jornalistas ainda criticam o papel do assessor de imprensa. Com tanto repórter solto por aí que não sabe apurar, conversar e trabalhar bem, realmente as empresas precisam contratar profissionais que entendam a linguagem desse complexo mundo da comunicação para brigar por seus direitos. Nunca fui fã de assessoria e jurava, nos meus tempos de faculdade, que jamais faria isso. Cá estou. Eu e milhares de outros colegas de profissão.
Para quem quiser ler, a carta da Ana já está no site da Veja, mas sem o devido destaque que eles me prometeram.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/dor-tem-hora-acabar-401750.shtml
Parte da ala feminina da JRN8 /2005 na nossa colação de grau.