Wednesday, April 8, 2009

Quelqu'un m'a dit

É por essas e outras que um dia ainda falo francês e aprendo a tocar violão.



Aí vai a letra para quem quiser se arriscar.

Quelqu'un M'a Dit

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose
Elles passent en un instant comme fanent les roses
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos chagrins il s'en fait des manteaux
Pourtant quelqu'un m'a dit...

Que tu m'aimais encore
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore
Serais ce possible alors?

On me dit que le destin se moque bien de nous
Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout
Parais qu'le bonheur est à portée de main
Alors on tend la main et on se retrouve fou

Pourtant quelqu'un m'a dit...

Que tu m'aimais encore
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore
Serais ce possible alors?


Mais qui est ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais?
Je ne me souviens plus c'était tard dans la nuit
J'entend encore la voix, mais je ne vois plus les traits:
"Il vous aime, c'est secret, lui dites pas que j'vous l'ai dit"
Tu vois quelqu'un m'a dit...

Que tu m'aimais encore, me l'a t'on vraiment dit
Que tu m'aimais encore, serais ce possible alors?

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose
Elles passent en un instant comme fanent les roses
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos tristesses il s'en fait des manteaux

Pourtant quelqu'un m'a dit que...

Que tu m'aimais encore
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore
Serais ce possible alors?

Monday, April 6, 2009

Tudo porque decidi cumprimentá-la

Nunca brigamos, mas nunca fomos amigas. Apesar de termos frequentado a mesma turma, a famosa "panelinha" do colégio, conversamos poucas vezes. Havia uma certa antipatia no ar. Tudo por causa de um menino do primeiro ano e de uma história "complexa" na qual os três estávamos envolvidos. Pelo menos era assim que eu via. Aliás, que menina de 13 anos não acha que a vida é um emaranhado de complicações?

Acabei perdendo o contato com ambos no final de 1997. Algumas pessoas mudaram de escola e eles foram também. A turma, enorme como era, acabou reduzindo bastante. E eu mudei de círculo de convivência. Depois disso só acompanhei a maior parte deles por notícias. Vez ou outra aparecia alguém dizendo: "Lembra do fulano? Sabe o que rolou?".

Há sete anos a vi novamente, de longe. Naquela fração de segundos fiquei pensando se a cumprimentaria. Mas como ela não me viu, achei melhor deixar para lá. Pensei que não faria sentido, afinal, não éramos amigas. Apenas tínhamos os mesmos amigos, o que é uma grande diferença. Preferi perder a oportunidade.

Hoje a vi novamente. Por uma daquelas coincidências causadas por acontecimentos coordenados de segundos, nos cruzamos. Eu chegando para visitar uma amiga na UFMG, e ela saindo da aula. A vi de longe e sabia que ela não me reconheceria. Não me contive. Segui o caminho em sua direção, tirei os óculos escuros e exclamei: "Ei! Lembra de mim?". Dessa pergunta vieram um abraço bem bom, um belo sorriso e uma conversa agradabilíssima.

Em poucos minutos falamos de nossas vidas. Ela e ele tiveram uma filha há seis anos, moram juntos e no próximo ano ela se forma na faculdade. Aliás, a filhinha dos dois estuda na mesma escola que nós frequentamos. Em questão de segundos a antipatia cultivada há 12 anos se transformou num carinho enorme. Quando já estava indo embora ela me disse: "A vida é engraçada, né. Quando a gente é adolescente as coisas tomam uma proporção infinitamente maior do que realmente são. Aí a gente percebe que poderíamos ter resolvido as questões de outra forma. Era tudo tão simples. Hoje vejo algumas pessoas e não entendo porque eu não era amiga delas". Dei risada e concordei. É verdade.

Nos despedimos com um beijo e um abraço, e mandei mais dois: para a filhinha e para ele.

Voltei para o trabalho e me lembrei de uma frase do filme Benjamim Button. É preciso aproveitar todas as oportunidades, até mesmo as que se perde. Ainda bem que essa eu não perdi. Tudo porque eu decidi cumprimentá-la.

Pri, Fê, Carol e Eu na velha arquibancada do colégio, em uma visita que fizemos esse ano.

Tuesday, March 31, 2009

Do blog alheio

Eu gosto de coisas simples. E hoje achei uma delas no blog de uma amiga querida. A Taty.

Então, há um tempo eu tenho pedido a Deus para me dar mais amor. Amor pelas pessoas, por Ele, e até por mim mesma. É que nem sempre a gente age da forma como deveria. Como disse o meu querido Paulo numa certa carta: "pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo" (Rm. 7.19).

Aí no meio desses pensamentos, vejo o post da Taty e essa canção. Tudo tão simples, voz e violão, sem nenhuma grande produção ou pretensão. E as palavras que tenho falado para Ele constantemente. Aí vai a letra para cantar junto.



Scenes of you come rushing through
You are breaking me down
So break me into pieces
That will grow in the ground

I know that I deserve to die
For the murder in my heart
So be gentle with me, Jesus
As you tear me apart

Please kill the liar
Kill the thief in me
You know that I am tired of their cruelty

Breathe into my spirit
Breathe into my veins
Until only love remains

You burn away the ropes that bind
And hold me to the earth
The fire only leaves behind whatever is of worth
I begin to see reality
For the first time in my life
I know that I’m a shadow
But I’m dancing in your light

Teach me to be humble
Call me from the grave
Show me how to walk with You upon the waves

Breathe into my spirit
Breathe into my veins
Until only love remains

Vi num site e coloquei aqui.

“Vai lá com eles, vai. Cê tá morrendo de vontade de ficar lá na frente! Depois você volta no meio do show”. O Luish titubeou, deu um beijo na Carol e sumiu no meio do povo. Meia hora depois, show quase começando, ele surge esbaforido, abraça e beija a mulher. “No meio do caminho eu me dei conta da besteira que tava fazendo! Eu não ia mais te encontrar! E onde já se viu vir junto pro show e depois ficar separado?!”.

Relacionamento é isso. A gente pode fazer sozinho, mas escolhe fazer junto porque a dois é mais gostoso.

Ps: Só para ressaltar: eu não escrevi nenhuma dessas palavras e não me lembro o nome do autor. Mas bem que queria ter escrito.

Tuesday, March 24, 2009

E por falar em família...

Essa é uma das fotos mais lindas da temporada.

Tuesday, March 17, 2009

O aroma da lembrança

No Carnaval eu e minha família fomos para uma praia do litoral do Espírito Santo. Foi nessa pequena cidade em que passei minhas férias da infância e da adolescência e tenho as melhores lembranças possíveis.

Era tradição: em julho e janeiro toda a família se mudava para a casa de praia do vovô. Eram dois meses inteiros de chinelo e roupa de banho ao lado dos meus pais, das minhas irmãs, dos primos, dos tios, dos avós e dos amigos. Definitivamente, naquele tempo, aquele era o melhor lugar do mundo para mim. Acostumei a acordar e correr para o mar, procurar conchinhas, resgatar peixes "semi-vivos" do arrastão, furar ondas e tudo mais que faz parte de férias litorâneas de uma criança. Já na adolescência eu e as meninas criamos a nossa turma de veraneio. Nossos amigos eram os filhos dos pescadores, dos peixeiros, os plantadores de abacaxi. Pessoas tão simples com quem crescemos e aprendemos a conviver de igual para a igual. E como eu esperava encontrar todos eles a cada temporada. Era simplesmente perfeito e eu sempre voltava para Minas sonhando com as próximas férias.

A última vez que as coisas foram como costumavam ser foi em janeiro de 2002. Eu tinha acabado de passar no vestibular e começava a fazer estágio. Tive apenas três dias livres e fui para a praia louca para voltar logo para a vida nova que se apresentava em BH. Se eu soubesse que aquela foi quase uma despedida, eu teria aproveitado mais. Demoraram pouco mais de 7 anos para eu voltar ali. E como as coisas mudaram...

A lembrança da gente é incrível. Ela dá um sabor especial a tudo. As comidas ficam melhores, o mar fica mais gostoso, as ruas mais bonitas. É como se as memórias dessem um colorido diferente à realidade. O meu retorno à casa de praia do vovô foi assim. Um misto de ausência com presença. A presença física de muitas coisas e lugares que me eram preciosos e a ausência indisfarçável de tudo que fazia aquele universo ser mais colorido. A maior ausência é do dono daquele lugar. Meu avô. Foi a primeira vez que voltei desde que ele partiu.

No Carnaval tive o privilégio de ter comigo toda a família e fiz a maior propaganda do "melhor bolinho de aipim de todos os tempos" para o Fred. Ele provou com a maior expectativa, porém ele não achou nada demais. E assim foi com "o melhor sanduíche, o melhor picolé, o melhor milho de espiga, a melhor pizza, o melhor pão, o melhor sorvete, o melhor pastel" e tudo o mais que eu cresci acreditando ser o melhor do mundo. Não, o gosto não mudou. Mudou o sabor. O sabor da infância, da adolescência, da companhia do meu avô (de quem sentirei falta para sempre). E por mais que eu conte as histórias, mostre fotos e leve ao lugar, o aroma da minha memória não pode ser compartilhado. Afinal, é a minha história. É a minha vida. São as minhas experiências. E isso definitivamente faz tudo ser mais lindo, mais gostoso, infinitamente melhor.

Voltei para a casa com um nó no estômago. O nó da saudade. Não dos dias do Carnaval, que também foram espetaculares, mas dos que vivi durante as décadas de 80 e 90. E a quem quer que me pergunte, mais do que nunca, eu posso garantir: definitivamente eu vivi as melhores férias do mundo. E foi logo ali, numa cidadezinha bem simples do Espírito Santo.

Vó Linda e Vô Maury. Saudade é pouco...

Fazendo a "tal" pizza.


Como sempre...




Wednesday, March 11, 2009

E por falar em Ouro Preto...

Desde a época da faculdade eu planejava ir a Ouro Preto um dia para brincar de fotografar. É que simplesmente sou apaixonada pela cidade e sinto que tudo ali é um pouquinho meu também. Amo a arquitetura barroca das igrejas, o artesanato em pedra sabão, os museus, a vista do Pico do Itacolomy, os charmosos cafés. Conheço cada canto, cada história e nunca me canso de andar por aquelas ladeiras (onde já tomei tombos incríveis!). Paixões à parte, quando fui com os gringos levei a câmera a tira colo. Foi rapidinho, mas deu para me fazer bem feliz. Mas eu prometo: um dia ainda volto só para isso.





Tuesday, March 10, 2009

Já ouviu falar da Europa pós-cristã?

Há anos ouço o Pr. Gustavo falar sobre isso, mas eu nunca tinha conhecido ninguém que de fato tivesse esse tipo de pensamento. Até encontrar o Georg e a Elizabeth. O Fred e o Georg moraram na mesma república na Escócia e foi lá que o convite para conhecer o Brasil foi feito. E ele e a namorada vieram mesmo. Da Áustria para o Brasil.

Eles são católicos nominais, mas não acreditam muito na Bíblia. Para eles esse é um livro que não deve ser considerado literal e nem levado muito a sério. A cruz com certeza não é algo que de fato aconteceu. Seria cruel demais. Salvação? Para quê? De quê? Não existe inferno. Sim, Deus existe e Ele está em algum lugar distante no céu, porém eu sou o centro do meu mundo, e isso não é importante para o Todo Poderoso. No final das contas, cada um deve cuidar da sua vida, porque depois da morte todos se darão bem.

Os dois são pessoas incríveis, muito inteligentes e me impressionei com a eloquencia do Georg. Foi aí que ele me disse uma coisa que me fez pensar: "- Eu não suporto missionários". Juro que tentei controlar minha expressão, mas ele percebeu meu susto e começou se explicar. "- Eles não respeitam a minha opinião, Iana. E também não sabem conversar". Respeito: a palavra da vez.

Durante esse tempo que eles passaram conosco essa foi uma das coisas que mais aprendi. A respeitar. Não dá para ser intransigente. Não dá para querer "enfiar Jesus goela abaixo" das pessoas. Não dá para querer impor uma cultura de um dia para o outro. Tudo começa com respeito. Jesus é o maior exemplo de cavalheirismo. Ele não obriga ninguém a aceitá-lo, da mesma forma como Ele não rejeita ninguém. As pessoas precisam aprender a conversar. E é preciso se informar também, se interessar pelo universo do outro, sair das quatro paredes do "evangelho bitolado".

Nos dias em que estivemos com o Georg e a Elizabeth procurei mostrar quem é Jesus para mim. Tanto os levando para ver como é um culto protestante brasileiro, como em coisas simples do dia a dia. Uma noite fui ajudá-los a comprar pela net passagens aéreas. Eles tentaram várias vezes, mas não conseguiam. Aí eu brinquei: "- Vou falar aqui com Jesus e Ele vai me ajudar. Quer ver?". Eles riram e me lançaram um olhar com o maior descrédito do mundo. Orei rapidamente e fiz a mesma coisa que eles já tinham feito 7 vezes. Deu certo. Eles ficaram surpresos e não perdi a oportunidade: "- Tá vendo. O meu Deus liga para os detalhes. A viagem de vocês também é importante para Jesus. Ele é o cara!".

Passamos dias muito bons e eles voltaram para a Áustria. Nesse tempo buscamos oferecer a eles o nosso melhor, de todas as formas possíveis. Em nossos diálogos os escutamos e os valorizamos sempre, mostrando também, é claro, nosso ponto de vista. Eles já se foram e ficou a amizade, o carinho, a saudade, e é claro, o respeito.

Não existem fórmulas prontas e não somos sabedores de tudo. Então me lembro de Agostinho: Pregue, e se for preciso, use palavras. Talvez o problema esteja justamente aí. Estamos falando demais.

Elizabeth e Georg, no dia que fomos apresentá-los a Ouro Preto.

Wednesday, March 4, 2009

Parece piada.

Qual país tem um presidente que sofreu impeachment e o sujeito tem a coragem de voltar anos depois à política como senador? (Pensando bem, como ainda tem gente que vota nele?) Agora o cara ainda vira presidente da Comissão de Infraestrutura da Casa. Sim, eu sei que parece piadinha, mas infelizmente não é. E olha que não duvido que ele vai voltar a ser presidente um dia...

Amo ser brasileira, mas quando penso nisso não tenho orgulho nenhum em morar aqui.

Para quem ainda duvida, aí vai a matéria:
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1027336-5601,00-COLLOR+DERROTA+PT+E+SE+ELEGE+PRESIDENTE+DA+COMISSAO+DE+INFRAESTRUTURA.html

Tuesday, March 3, 2009

Acho que durmo assim.

Essa seria uma boa explicação para as manhãs em que acordo exausta, parecendo que vivi um dia completo em uma noite.

Vídeo lindo. Bem feito. E muito gracioso.