Saturday, October 31, 2009

Gentileza

É o que mais faz diferença nesse mundo. E não importa em qual país você esteja. E isso é uma coisa que nós, brasileiros, sabemos que é uma beleza.

Hoje a moça do supermercado não foi legal porque não sei falar alemão. Tentei no inglês, francês e espanhol. Nada. Apelei para a mímica e dei risada. Ela não achou a menor graça.


Thursday, October 29, 2009

A Europa muda tudo

Já ouvi dizer que Paris muda tudo. Na minha opinião a Europa muda tudo. Porque conhecer um mundo que é tão carregado de História, que possui um senso de civilidade tão grande, que tem uma riqueza cultural tão antiga, muda muita coisa. Muda a sua forma de se ver, de enxergar o mundo, de compreender o que é diferente. Costumo dizer que uma viagem para fora tem o poder de fazer o universo girar dentro do indivíduo, enquanto, de certa forma, o seu local de origem muitas vezes permanece o mesmo. Não, isso não é regra. É apenas a forma que eu penso.

Estar na Suíça me faz sentir tudo isso. Amo a forma como o suíço (e o europeu em geral) cuida do que é seu. E na minha opinião é justamente isso que gera tanta mudança, e tanta diferença. As pessoas respeitam o patrimônio público porque para elas isso lhes pertence. Elas atravessam a rua na faixa de pedestre porque isso é para o bem coletivo. Elas respeitam o que pertence ao outro porque assim o seu bem também é respeitado.Hoje achei lindo um cara sentado na beira de um lago quase no centro da cidade de Zurique com um Mac aberto e trabalhando normalmente. É uma sensação de segurança absurda. Vai tentar fazer o mesmo na Lagoa da Pampulha, em BH...

Então, para mim essa fica sendo a lição de hoje: cuide do que é seu. E isso não quer dizer somente daquilo que tem o seu nome. Cuide da sua cidade, do seu bairro, da sua rua. Cuide da História e da forma como os outros verão o lugar onde você vive. Jogue o lixo no lixo (parece óbvio, mas tem gente que não faz nem isso), não vandalize (escrever o nome em monumentos para “marcar” a sua presença vai por aí), não apoie “atos revolucionários” que se manifestem por meio de depredação. E acima de tudo: seja gentil.

É assim, nos pequenos atos mas na grande consciência, que eu creio que a gente começa a construir uma bela História.



Ps: Nem tudo é perfeito, eu sei. E tenho certeza que mais para frente verei coisas que me levarão a outro tipo de reflexão, mas não podia deixar de escrever sobre esse lado incrível do “Velho Mundo”.

Ps2: De cima para baixo as duas primeiras fotos são de Zurich. As duas de baixo de Luzern e as seguintes de um vilarejo chamado Emmetten.

Monday, October 26, 2009

É hoje!

Hoje começa a minha viagem por 9 países da Europa ao lado de duas amigas incríveis. Vou postando aos poucos por aqui o que estamos fazendo, filmando e produzindo. Vocês podem opinar, comentar e sugerir. O roteiro já está pronto, e vou tentar compartilhar um pouquinho.

Então é isso. Espero que vocês gostem! A largada já foi dada: estamos em Guarulhos esperando o voo!

Sunday, October 25, 2009

Amanhã

Vou postar novidade no blog. É só aguardar. :)

Wednesday, October 14, 2009

Faça valer

Conversando com um amigo lembrei de algo que ouvi da Joyce Meyer há quatro anos.

Sempre que rolam momentos de tensão existem três escolhas:

1- Pressionar agora, romper agora e ter uma vida plena agora.
2- Deixar para pressionar depois e arrastar uma situação desagradável por tempo indeterminado.
3- Não pressionar nunca e viver uma vida medíocre para sempre.

Ou seja, faça a valer a pena. A vida é muito curta para ser uma pessoa pequena ou investir tempo em coisas insignificantes. Plenitude é entender e viver hoje o conceito de felicidade.

Monday, October 12, 2009

Ontem

Tentei ir ao cinema, mas não consegui. O problema? Esqueci identidade em casa. O carinha da bilheteria não acreditou que eu tenho mais de 18 anos.

Saí de lá feliz da vida. Não é todo dia que as pessoas me dão 8 anos a menos.

Tuesday, September 29, 2009

Minha foto na Vogue


Não, eu não virei modelo e nem "fashionista". Aliás, a foto que saiu na Vogue não é comigo, mas é minha. Eu quem fotografei. A foto saiu na sessão Radar Curitiba, falando sobre a Tayê, uma loja super bacana de lingerie que fica na capital paranaense e até dia 18 também ficava em BH. Fiz a foto para o catálogo de inverno numa daquelas surpresas boas e inesperadas.

Aliás, a minha história com a fotografia tem muito a ver com a Tayê. Foi num Chá de Lingerie na loja que conheci a Eugênia (a dona do pedaço). Levei a minha câmera só para fotografar o momento legal de uma amiga e entre um clique e outro a Eugênia me perguntou se eu topava fotografar as clientes da loja. Ela estava procurando uma mulher que topasse o desafio. Topei e fizemos trabalhos bem legais, sem a pretensão de me auto-intitular do que quer que fosse.

E é por isso que fiquei tão surpresa ao ver a minha foto na Vogue (apesar deles não terem dado o devido crédito). Porque adoro quando coisas despretenciosas dão certo. A foto que foi publicada não era a minha favorita, mas fiquei feliz do mesmo jeito.

A foto ilustrando a nota.


Friday, September 25, 2009

De vez em quando me atrevo a divagar..... Divagar devagar.

Enquanto as pessoas tomarem atitudes baseadas no movimento de terceiros, o ciclo vicioso de escravidão e falta de originalidade permanecerá. E isso não é altruísmo ou auto-proteção. É pura fuga. E fugir não leva ninguém a lugar nenhum, só ao mesmo ponto de onde se partiu. E assim que círculos incríveis de 360º são feitos.

Friday, September 18, 2009

A Cabana

Foi o que li essa semana. Confesso que estava com muita preguiça, mas não resisto à livros ganhados ou emprestados. Com A Cabana não foi diferente.

A história é bem triste e começa com o desaparecimento de Missy, uma garotinha de seis anos, durante um acampamento com a família. Com a evidência de que ela havia sido vítima de um serial killer, o pai entra num profundo deserto assim que encontra o vestido da menina sujo de sangue dentro de uma cabana. O deserto denominado de "A Grande Tristeza", acompanha Mackenzie por anos à fio, até que um convite para retornar ao lugar que marcou a tragédia lhe aparece.

A apresentação do livro deixa claro que se trata de um relato verídico, vivenciado por um amigo do autor. Porém já vi uma entrevista em que o cara fala que se trata de um conto. O fato é que o enredo traz a experiência de Mac ao ter a oportunidade de encontrar Deus (Papai), Jesus e o Espírito Santo (Sarayu) no mesmo lugar em que sua filha foi assassinada. E ali, no meio da dor, a cura emergiu diante do relacionamento pessoal com a Trindade. Relacionamento: essa é a temática do livro.

Na minha opinião não interessa se aquilo aconteceu ou não. Porque as experiências que as pessoas têm não são para ser debatidas. Elas podem ser compartilhadas e cabe a cada um acreditar ou não. Mas para mim fica a essência que o conto transmite.

Pode ser chocante lidar com a forma como o autor apresenta a Trindade, mas ao meu ver isso só acontece porque somos tentados à encaixá-la dentro dos nossos achismos. Eu parei de tentar "achar" algo sobre Deus. Porque na minha opinião Ele é e ponto final. Onde Ele está tudo é diferente. E isso não se discute.

A Cabana fala de relacionamento, de vida, de intimidade, de perdão, de pessoas. E gostei da abordagem a esses assuntos não ser do tipo "auto-ajuda", mas sim de "Alto-ajuda". Porque realmente acredito que sem um relacionamento com Deus (seja da forma que for) é muito difícil lidar com os desertos que invariavelmente invadem a vida sem pedir licença. Mac se resgatou ao enfrentar a origem da "Grande Tristeza" e cada dia me convenço mais do poder que há nesses confrontos (sempre que orquestrados pela mão divina).

Gostei também da forma como as discussões teológicas são tecidas, mesmo que não concorde absolutamente com todas as ideias apresentadas. E a minha visão diante disso é simples. Não é errado ter dúvidas, discordar do que você ouve, questionar as ideias apresentadas por aí a fora. Errado, para mim, é se achar dono da verdade e não se abrir para ouvir um outro lado.
É assim que vejo A Cabana. Não uma fórmula pronta, mas um convite para o diálogo.

Thursday, September 17, 2009

Les trois petits chats

É o nome da música que o professor passou na aula de francês essa semana. É bem bobinha, mas adorei. É muito legal ver a identidade cultural manifesta até numa musiquinha infantil.



Para os curiosos, aí vai a letra.

Un, deux, trois
Trois petits chats
Trois vilains petits fripons
L'autre nuit
Sans un bruit
Sont entrés dans ma maison

Sont allés dans la cuisine
Ont renversé la farine
Et se sont roulés dedans
En sont ressontis tout blanc

Deguisés en chevaliers
Se battent à grand coups d'épée
Crèvent tous le oreillers
Et téléphonent aux pompiers

Hop, les voilá repartis
En un clin d'oeil dans la nuit
Et le dernier qui est sorti
A fait pipi sur le tapis