Thursday, August 5, 2010
Dia comum
Me lembro dessa mesma cena, há bons anos atrás. Eu num canto da sala de aula, ele noutro. E de longe eu o percebendo no seu mundo de números e lógicas.
O tempo passou. Somos as mesmas pessoas e vez ou outra fazemos as mesmas coisas. Como hoje. E neste momento penso em como o cotidiano simples, básico, sem nada extraordinário, pode ser bonito e cheio de significados.
Ele acaba de encerrar as tarefas do dia. Hora de ficar juntos. Igual nos tempos de colégio.
Monday, July 5, 2010
Mudanças
Eu gosto de mudar. Gosto das experiências novas. Do frio na barriga. Gosto de não saber.
Mais uma vez minha vida mudou. Por mais que pareça ter sido de uma hora para outra, hoje vejo que ela seguiu um caminho que há tempos percorro. Não sei o que virá pela frente e mal sei o dia de amanhã. Mas sei que ventos bons me trouxeram aqui. E ventos melhores ainda me guiarão por onde for. E pensando nisso sorrio.
Na mudança há espaço para a saudade e gratidão. Para o sorriso da lembrança e muitas memórias preciosas. Recordações que me impulsionam para mais alto. Para chegar aonde ainda nem faço ideia.
O fato de mudar não quer dizer que o que veio antes foi ruim. O novo não invalida o que passou. A mudança determina apenas que um tempo se findou e outro começará. E com isso mantenho na minha enorme bagagem ambulante, um mundo tão bonito que vivi, com pessoas tão queridas. Aí respiro fundo e dou aquela ajeitadinha para acrescentar outras histórias e novas experiências que, inevitavelmente, virão.
E assim continuo. Ora correndo. Ora voando. Ora pulando. Ora caindo. Mas sempre caminhando.
Tuesday, June 29, 2010
Aprendi na lua de mel
Saturday, June 26, 2010
Sobre não sofrer
Não sei quando comecei a aprender a não sofrer. Sei que foi na mesma época em que descobri que isso não significava não sentir. Eu sinto tudo. Muito. Mas aprendi a dosar os efeitos de notícias ruins sobre minhas emoções. Dou prazo a minha dor. Não que eu a controle, mas determinei que ela não me domina. Faço acordos com o meu coração e nos entendemos bem. Na medida do possível.
Recentemente recebi algumas más notícias. E quando me ligavam para saber como eu estava, uma resposta automática veio com tudo: “Estou caminhando. Não tenho tempo para sofrer”. Não tenho tempo ou não deu tempo? Os dois. Quando a dor chegou, dialoguei com ela. E ela se foi no mesmo ritmo que veio.
Não posso determinar tudo que se passa ao meu redor, mas posso decidir como lidarei com fatos desagradáveis. E a minha primeira decisão é manter meu coração grato. Ser grata por acontecimentos ruins? Sim. A gratidão preenche o coração. A murmuração o esvazia. E com a dor aprendo. Das adversidade faço degraus e os aproveito para passar de fase mais rápido.
Hoje estou feliz. E não é porque tudo está perfeito. Estou feliz porque consegui colocar as más notícias no lugar que elas merecem: abaixo do que me faz bem.
Ps: Antes de qualquer tipo de especulação, está tudo bem. Há tempos queria escrever sobre esse assunto. Semana passada rolou e hoje compartilho aqui. :)
Monday, June 21, 2010
Só para contar
Wednesday, June 2, 2010
Despedida de solteira
Aprendi desde cedo a amar a vida. Amar quando passeávamos em família, quando íamos a casa dos meus avós, a ir a escola, a brincar na rua, a ouvir e contar histórias, amar as pessoas ao meu redor. Aprendi com meus pais e irmãs a ficar atenta aos detalhes. `Aquelas coisas pequenas que nem sempre prestamos atenção. Lembro da minha mãe dizer: “o que importa é a qualidade, não a quantidade”. E foi assim que aprendi a valorizar a vida que podia ter. Seja ela qual fosse.
Com tanta riqueza a minha volta, aprendi a dar valor `as estações da vida, tendo a consciência de que a plenitude que todo mundo sonha, o famoso “e viveram felizes para sempre” se constrói no cotidiano simples. E o mais importante: o que é ser feliz para mim pode ser diferente do conceito de felicidade do outro. Aprendi a sonhar, mesmo que as circunstâncias não fossem tão favoráveis. Hoje posso dizer que em 26 anos vivi muito, o que me traz a sensação de ter um coração cheio.
Amei minha infância, minha adolescência e minha vida adulta. Amei as amizades que construí, os relacionamentos que desenvolvi, os meus encontros e desencontros. Amei minha vida de solteira. Aprendi a valorizar esses anos, certa de que era um período único. Um tempo precioso demais.
Nunca fiz do casamento meu ideal de vida. O meu objetivo final. A minha meta sempre foi viver muito. Ser feliz hoje, agora, dentro das oportunidades que me surgem. Acho que isso foi influência da minha mãe, que sempre ensinou a mim e as minhas irmãs a lutarmos pelos nossos sonhos, a estudar muito, a trabalhar para conquistar o que desejássemos. E que se no meio do caminho aparecesse alguém legal para compartilhar a jornada, ótimo. Senão, nossas vidas não podiam ser condicionadas a busca pelo “príncipe encantado”.
Aprendi a amar ser solteira e a desfrutar dos benefícios exclusivos a essa época da vida. Quando poderia dormir tantas noites seguidas nas casas das minhas amigas? Quando poderia decidir passar um final de semana em São Paulo e simplesmente pegar o ônibus e ir? Quando poderia viajar sozinha sem destino com uma mochila nas costas? Quando poderia investir meu salário e economias só nas minhas prioridades? Quando poderia tomar decisões baseadas exclusivamente na minha vontade? Quando eu poderia ter viajado tanto e me dedicado ao máximo `a minha vida profissional? Quando eu poderia ter dúvidas sobre quem eu queria ao meu lado para a vida toda?
Aprendi a ser independente e a amar a minha independência. Nesses anos fui muito dona do meu nariz e construí um estilo de vida muito meu. E com toda determinação que me é peculiar, não deixei que nada tirasse o foco do que tracei para mim. Tá. Quase nada. Confesso que algumas vezes quase me perdi de vista...
Hoje me caso. E quando escrevo essa frase ainda acho estranho. Um estranhamento delicioso, que vem com frio na barriga e muita alegria. Amei muito a minha vida de solteira e sei que amarei minha vida de casada. Não que uma coisa seja melhor que a outra, mas sim porque a vida muda e precisamos aprender a mudar com ela. Sei que amarei o novo capítulo da minha história porque escolhi, sem nenhuma dúvida, para estar ao meu lado um cara que ama a vida e tudo o que ela pode oferecer. Um homem que ama a minha história, o me jeito e trejeitos. Uma pessoa que ama os meus detalhes e as cores ao meu redor. O homem que eu amo. E é ao lado dele que hoje começo a minha mais nova aventura. E que seja a melhor de todas!
Saturday, January 2, 2010
2009
Thursday, December 24, 2009
O que você quer de Natal?
Thursday, December 17, 2009
Dezembro...
Dezembro "chegou chegando", do jeito que ele sempre faz. E como em todo dezembro não tenho respirado. É trabalho. É a vida para por em dia depois de um mês fora. São outras viagens. São mudanças. São muitas reflexões e várias decisões. Algumas frutos do meu incrível novembro. Outras antecipações do que me espera em janeiro.
Em meio a urgências tenho me calado para o mundo, enquanto dentro de mim vivo sem parar.
Enfim, isso tudo só para dizer que em breve tô de volta. Com tudo e para tudo.
