Thursday, December 17, 2009
Dezembro...
Dezembro "chegou chegando", do jeito que ele sempre faz. E como em todo dezembro não tenho respirado. É trabalho. É a vida para por em dia depois de um mês fora. São outras viagens. São mudanças. São muitas reflexões e várias decisões. Algumas frutos do meu incrível novembro. Outras antecipações do que me espera em janeiro.
Em meio a urgências tenho me calado para o mundo, enquanto dentro de mim vivo sem parar.
Enfim, isso tudo só para dizer que em breve tô de volta. Com tudo e para tudo.
Friday, December 4, 2009
Hoje é sexta
Friday, November 27, 2009
Paris, Paris, Paris.
Conheci a cidade por três olhares distintos. Um olhar de mochileiro experiente, que se atreve a desafiar os carros sobre duas rodas, que compra no supermercado pão, queijos incríveis, presunto, salaminho e se senta no meio da ponte para um piquenique na hora do almoço. E de repente o que para mim sempre foi literalmente “farofa”, se torna cool, charmoso, típico e extremamente interessante. Já o outro ângulo de Paris foi tão local, tão tradicional, tão francês. E por fim a visão de quem acabou de chegar. E assim reuno em mim visões do mesmo mundo, para criar a minha própria.
Amei Paris `a primeira vista, na primeira noite. E para quem sempre quis estar em um lugar, me emocionei ao ver o símbolo do meu sonho iluminado. E não é que eu estava ali? Então uma música simplesmente achou lugar: “Você não sabe o quanto eu caminhei para chegar até aqui”.
Passo a passo, a cada descoberta, a cidade tirou o meu fôlego me enchendo de vida, de História, de arte e de cultura. E me senti como se fosse acrescida a cada novo encontro. Me encontrei com o Jardim das Tulherias, com a Ópera, com a Sacre Coeur e sua vista de cair o queixo, com Notre Dame, com Versailles, com o Moulin Rouge, Montparnasse, Saint Germain, Louvre, Jardim e Palácio de Luxemburgo. Foram tantos encontros... E todos peculiares.
Paris vale a pena. E como foi bom encerrar o nosso incrível mochilão por oito países, treze cidades, em um lugar tão rico. Na capital da França encontrei um mundo deliciosamente lindo e encantador. Um mundo que em mim deixou saudades... E `as pessoas e aos lugares que tão bem nos acolheram, só me resta dizer: merci.
Friday, November 20, 2009
Sobre a questão da Imigração
Eu sabia que o assunto era polêmico quando falei sobre Bruxelas, mas simplesmente não tinha como contar minha experiência na Bélgica sem falar desse aspecto tão frequente da Europa. E eu queria muito fazer um post sobre isso, mas um comentário me fez antecipar o meu planejamento.
Não sou contra a imigração e muito menos contra o indivíduo que se sente obrigado diante das circunstâncias da vida, ou opta por enriquecer seu currículo e vida profissional. Ou decide simplesmente mudar. Inclusive essa é uma possibilidade que eu mesma não descarto para a minha vida. Porém acredito que se uma pessoa se muda para um outro país, o mínimo que ela pode fazer é respeitar a cultura que escolheu abraçar. E isso significa aprender a língua local, obedecer as leis, os costumes e tentar, pelo menos, entender a História da região. Ao meu ver isso é cidadania.
Aqui em Paris, tão logo chegamos, aconteceu um jogo entre Argélia e Tunísia. Ficamos assustadas com a algazarra que os argelinos fizeram pela cidade. Uma bagunça ainda maior do que a que fazemos no Brasil ao final da Copa do Mundo. Só que tem um detalhe: estamos no nosso país, e não na Argentina. Na quarta a festa virou o caos. No metrô bandos pulavam, gritavam e depredavam. Depredavam um país que nem é deles! E isso sim, me irritou. Na Torre Eiffel eles fecharam parte do trânsito, deixaram as ruas imundas, agrediam as pessoas com palavras e criaram uma poluição sonora insuportável. Isso é respeitar a cultura que desejou abraçar? Creio que não.
Admiro pessoas que têm a coragem de imigrar, principalmente aquelas que o fazem por não ter outra opção na vida, como os refugiados e exilados. Inclusive adoro ouvir histórias desse tipo. Porém mudar de país para viver em guetos e não contribuir e nem absorver nada da cultura local não acho que seja a melhor solução. Porque aí a lógica se inverte. Ao invés do imigrante se adaptar a sua nova realidade, ele obriga o país para o qual se mudou se adaptar `a ele. Tipo o americano que mora na Flórida ter que falar espanhol para se comunicar em sua própria nação.
E para deixar bem claro, quando falo sobre viver em guetos não digo que o imigrante não deve se relacionar com pessoas da mesma nacionalidade ou viver em bairros afins. Até porque isso facilita o período de adaptação, que com certeza é tão difícil. A questão que eu aponto é resumir a mudança transcultural a isso. Uma mudança desse âmbito pode trazer benefícios enormes para ambos os lados, imigrantes e cidadãos, sem falar para o próprio país, mas isso depende exclusivamente de como essas questões serão trabalhadas, vividas e é claro, discutidas. Mas confesso que não acho legal a mentalidade de quem imigra apenas para “sugar” o novo país, sem a visão de agregar, somar, construir. Sem falar que também não apoio a questão da ilegalidade, seja qual for o motivo. Realmente penso que se Deus tem um propósito para a vida de uma pessoa em outro lugar, céus e terras se moverão para que o indivíduo se torne legal. É claro que existem casos especiais (quem nunca ouviu histórias incríveis de missionários na China, Índia, Paquistão, etc?), mas no geral não acho que seja uma postura correta de acordo com a Lei.
Nesse período de viagem, conhecendo e me hospedando em famílias tão incríveis, de brasileiros, letos, holandeses, finlandeses, franceses e afins, vi como o intercâmbio cultural pode ser rico se partir do ponto do respeito e da aceitação. No melhor estilo: eu respeito você e você me respeita. Eu aceito você e você me aceita. E assim um mundo de incríveis possibilidades se abre para uma riqueza inimaginável. Aliás, esse é um dos efeitos da globalização.
Isso não é uma verdade irrefutável, mas é a forma como eu tenho observado a questão da imigração há alguns anos. E sobre esse assunto eu tenho certeza que ainda há muito para se falar.
Thursday, November 19, 2009
Barcelona
Acho que a minha percepção da vida é sempre em cores. E foi assim que vi e vivi Barcelona. Cores de Gaudí, Picasso, Miró e Dali. Parece que Barcelona respira arte e convida aos transeuntes a fazer o mesmo. Os edifícios, as lojas, as praças, as ruas e os vários monumentos me pareceram como delicados chamados para parar, respirar e inspirar. Porque respirar arte sempre faz bem, ainda que como eu você não seja totalmente fã de todos os artistas espanhóis.
Gostei da forma como Barcelona concilia a agitação da vida moderna com o seu passado. E sinceramente amo visitar igrejas antigas, independente se católicas ou protestantes. Porque bem ou mal as construções eclesiásticas são sempre testemunhas e protagonistas da História. E com suas peculiaridades me encantam (apesar de que as vezes assustam também).
Amei passear pelas estreitas ruas do Bairro Gótico e imaginar como as pessoas andavam e viviam por ali há mais de 600 anos. Gosto de imaginar como era a vida, as relações sociais, a cultura, os hábitos. E cada viela me fez parar um pouco só para deixar a minha criatividade divagar um pouco mais.
Me impressionou também a vida ativa dos idosos da cidade. Esbarramos com eles em diversos parques, praças e cafés. E não foi raro ver casais, que pareciam já ter celebrado suas boas de ouro, namorando em charmosos bancos.
Adorei Barcelona e facilmente voltaria aqui em outra ocasião para visitar os museus, comer tapas e paellas. Porque tempo e dinheiro de mochileiro, você já sabe...
Sunday, November 15, 2009
Bélgica
Chegamos a uma conclusão: Bruxelas tem imigrantes, muitas pessoas, vento e chocolate. Pelo menos essa foi a nossa impressão em dois dias aqui. Não é nossa cidade preferida, e confesso que fico na dúvida se ganha ou perde para Milão... Dúvida cruel.
Em Bruxelas acho que não vimos nenhum belga, porque eles simplesmente foram expulsos da cidade de tanto imigrante. Sabe aquela história de que a Europa está se tornando um continente muçulmano? Digamos que aqui foi o lugar em que vimos bem isso. O que mais ouvimos foi o árabe, e inclusive tivemos uma experiência não tão boa no metrô. Um grupo de seis rapazes nos abordou de forma agressiva, apelativa e muito ofensiva falando esse idioma. Fomos envolvidas por um clima de medo e insegurança e fomos obrigadas a fugir correndo, literalmente, na primeira parada. Um dos rapazes até tentou nos seguir, mas foi empurrado pela Flavinha numa atitude corajosa. Nunca imaginei ter que lidar com isso na Bélgica, e confesso que desde então não entramos mais em vagões sozinhas e nem naqueles que têm grupinhos de homens. Fica aí a dica.
Essa situação péssima me fez pensar novamente sobre como você representa o seu grupo étnico e o seu país. Cada indivíduo carrega em si a identificação da sua origem e a forma como você se comporta reflete no jeito como os outros se relacionarão com você e seu universo. Aqui na Bélgica eu fiquei com medo dos grupinhos de homens árabes. Mesmo longe de qualquer preconceito, isso é algo que não posso negar. Não quer dizer que todos são assim, mas essa foi a forma como a minha experiência negativa me marcou. Sei que essa é uma longa discussão, mas eu consegui entender a visão do cidadão que se vê invadido por uma cultura que não é sua. E isso foi algo que me fez pensar.
Enfim, mas a nossa estada aqui foi excelente, principalmente pela companhia da Suênia e família, que nos fizeram nos sentir tão bem. Sem falar do nosso ótimo dia em Brugges. Um lugar lindo, com pontos maravilhosos e um chocolate quente sensacional. E nem a chuva torrencial atrapalhou o nosso passeio. Inclusive porque nunca tinha andado de charrete com um dilúvio!
Amanhã saímos daqui para Barcelona e com a bagagem cada vez maior. Não, os 15 quilos permanecem, mas a nossa bagagem cultural não para de crescer.
Ps: A conexão filada do vizinho belga (ou seria imigrante?) não tá ajudando a postar fotos. Tomara que dê certo na Espanha!
E a tal da convivência
Friday, November 13, 2009
Amsterdam
Wednesday, November 11, 2009
A Finlândia
Na minha opinião a Finlândia é branca. Branca e cheia de neve. Mas não posso dizer que ela é fria, porque recebemos tanto calor dos queridos Rodrigo e Saara que esse lugar tão longe se tornou colorido e extremamente cheio de amor. Aliás, amor. Essa é a palavra que melhor define os nossos quatro dias em Jyvaskyla, cidade universitária quase no centro do país, onde fomos hospedadas.
Depois de passar por dois países capitalistas, um que viveu até 19 anos atrás o comunismo, descobrimos uma nação socialista com feições iguais e diferentes. Os traços étnicos tão parecidos, assim como a arquitetura local, porém com pessoas com estilos peculiares. Os cabelos, as tatuagens, os piercings mais estranhos que já vi na vida foram pelas bandas de lá.
E se é para falar de peculiaridades culturais, não podíamos passar pelo norte da Europa sem fazer a sauna finlandesa e o mergulho em lago congelado. Sabe aquelas coisas que você só vê em programas de TV? Tivemos a oportunidade de experimentar e nos encantar. Quer uma dica sobre a Finlândia? Certamente essa é uma delas.
Entre coisas inusitadas e comuns foram dias incríveis que nos deixam saudades. E para mim a Saa já é brasileira e o Rô é finlandês. Porque poucas vezes vi um casal transcultural amar tanto a etnia que resolveu abraçar. A Saa fala português com sotaque de São Paulo e o Rô sempre teve estilo europeu. Pessoas incrivelmente diferentes e maravilhosamente iguais.
Pensando bem, o melhor da Finlândia é a casa e a companhia dos Vatanen Campos. Amigos queridos, parte da família que escolhi para mim.
Ps: Queria muito colocar fotos, mas a conexão do vizinho não está ajudando...rs
