Thursday, July 10, 2008

O melhor de Recife


A gravação passou e foi muito especial para mim. Mas quer saber quais foram as melhores partes?

A primeira foi na quinta, exatamente há uma semana, quando cheguei e fui por os pés na areia. Com a Bíblia debaixo do braço e o Ipod no ouvido parei para ouvir Deus enquanto contemplava o mar e sentia o vento. Esse momento foi simplesmente único... crucial.

A segunda melhor parte foi na sexta pela manhã. A equipe de intercessão se posicionou para orar por todos, um a um. Nunca uma resposta chegou tão rápido. Ouvi tudo o que eu não queria, mas nem tampando os ouvidos e pedindo para Ele parar, funcionou. Como diz a canção Confio em Teu amor, "calo o meu coração e me prostro".

O resto foi pura festa.

Agora, de volta a BH, é prosseguir para o alvo.

Thursday, July 3, 2008

Descalçando os pés e voltando a dançar

Faltam poucas horas para eu embarcar para Recife. O último ensaio foi agora a noite e dali me brotaram algumas palavras.

O fato é que essa gravação de CD é a segunda em que vamos apenas eu e minha família. Desde que a Ana decidiu que somente nós quatro acompanharíamos o ministério, há pouco mais de um ano, tem sido assim. Quando ouvimos a notícia não foi fácil. Doeu como se um pedaço do nosso corpo fosse mutilado, e na realidade foi. Acatamos a direção, crendo que os planos de Deus nem sempre são os nossos e que nem sempre nos é dado a conhecer, mas continuamos servindo com grande alegria e paixão. E assim se passou rapidamente um ano.

Hoje, enquanto estávamos na sala de dança senti falta de cada um deles. Da empolgação com os figurinos, dos passos errados e certos, das correções, das brincadeiras, dos papos do intervalo. Esses detalhes, antes tão comuns, me fizeram uma falta enorme. E assim os preparativos chegaram ao fim e em poucas horas gravaremos.

O fato é que a vida é cheia de mudanças. As coisas se transformam sem nos pedir licença ou sem dar aviso prévio. Algumas mudanças trarão alegrias sem fim, outras dores. Algumas virão como se já fosse tarde, outras deixarão uma imensa saudade. Em alguns momentos será possível dizer não e manter a vida do jeito que ela está, em outros não será possível escolher. O fato é que não se pode negar que o mundo se movimenta e que cada decisão nos direciona a um caminho. A questão é: como lidar com as mudanças?

Sou adepta da seguinte teoria: sinta tudo o que for para sentir. Se viver uma situação triste, chore. Se viver uma feliz, gargalhe. Mas depois que o momento passar, saiba sacudir a poeira e seguir adiante. Veja os movimentos à sua frente e não fique parado, dance com eles.

Hoje, na sala de dança, me bateu saudades de um tempo que passou. Senti uma vontade enorme de reviver as coisas incríveis que presenciei. Curti aquele momento e fiz a minha escolha. Sacudi a poeira, descalcei os pés e voltei a dançar.

Tuesday, July 1, 2008

Preguiça Parte II


Sim, a preguiça continua... Acho que é efeito de meio do ano e a mentalidade antiga de tempos de colégio quando ainda existia férias em julho e janeiro. Eita saudade dessa época.

Bem, mas como quinta tô indo para Recife, resolvi postar uma foto que fiz de lá, quando estive há duas semanas. É o por-do-sol na cidade visto do heliporto do Chevrolet Hall. Lindo, né... É isso. Em breve animo postar coisas mais legais.
Ps: Recife é uma cidade legal, mas tem duas coisas que ninguém merece: o trânsito e a rede hoteleira.

Monday, June 30, 2008

Preguiça...

Confesso que esses dias eu estou com preguiça de postar ou escrever algo legal... Preguiça mesmo. Vontade só de ler e absorver coisas. Tempo de ouvir mais e falar menos.

Wednesday, June 25, 2008

Sobre mulheres e frutas

Não sou das mais antenadas nas ondas e últimas modas, mas vez ou outra me assusto com o que aparece por aí. A última que me impressionou foi "as mulheres frutas". Sim, porque é uma tal de Melancia, Melão, Moranguinho, Jaca, e sei lá mais o que, que me surpreende. O que mais me choca é a capacidade do ser humano de associar coisas tão simples, como frutas, à pornografia. E o pior: a falta de amor próprio dessas mulheres ao se contentar com tão pouco...

Sim, isso me choca, e me faz sentir uma saudade imensa de quando as frutas se limitavam a dar nomes à hidratantes e perfumes.

Monday, June 23, 2008

Mari!


A Mari é um doce. Um doce que fez a minha vida ser mais saborosa em vários momentos. Já me emprestou a cama, a casa, os irmãos, os pais, os amigos. Já me emprestou os ouvidos, os braços, o colo, o sorriso. E é por isso que a amo tanto, por ela ser alguém que sabe fazer a diferença com tão pouco. Com pouco de tempo, pouco de presença, mas uma infinidade de amor.

Bom, esse post é só para desejar um feliz aniversário de uma forma mais especial e pessoal, ainda que distante. Para minha amiga que possui "Campos" férteis para as sementes que em breve veremos florescer.

Você é muito querida.

Bjs mineiros.

Monday, June 16, 2008

Glorioso

Assisti a esse vídeo e amei. Quer saber por quê?

1- A música é linda.
2- O Chris Tomlin e a Christy Nockels cantam muito.
3- A batida da música é muito boa.
4- O recurso cênico que eles usam é demais. Simples e objetivo. O tecido subindo deixa claro uma coisa: ao adorar perde-se completamente a importância olhar para quem está a frente. Basta contemplar o "Glorioso".
5- A criatividade usada no "Reino" me emociona.


Thursday, June 12, 2008

Sobre o Dia dos Namorados


Dia dos Namorados merece post, né. Mas esse não será uma super homenagem ou declaração de amor.

Quando penso sobre estar ao lado de alguém, meus pensamentos não são exclusivamente direcionados ao outro. O cara pode ser tudo o que você sonhou, mas se ao lado dele você se sente o pior ser do mundo, então será que vale? Estar junto não se limita a estar com alguém, mas passa por quem você se torna ao estar ao seu lado. Já viu pessoas super extrovertidas se anularem? Já viu gente sonhadora sofrer ao abrir mão de seus objetivos? Já viu alguém tímido se esforçar ao extremo para se tornar comunicativo? Não se trata apenas de amar o outro, mas de se amar. Sim, o amor é altruísta, mas não pode ser invasivo e muito menos destrutivo.

A vida é feita de adaptações, mas existe algo que não se pode abrir mão: a essência. Se para estar ao lado de uma pessoa é necessário mudar quem realmente se é, então será que vale? O fato é que é muito fácil mudar para conquistar, difícil é permanecer sem sentir saudades de quem se é verdadeiramente. Não estou falando de continuar o mesmo para sempre (até porque isso é impossível), mas sim da motivação que gera a mudança. Se a adaptação acontece para ser aceito ou estar ao lado de alguém, dificilmente ela se manterá. Uma hora a essência grita.

Então, ame, mas não se esqueça de se amar primeiro. Reflita: você gosta de quem você é ao lado de quem escolheu? Se a resposta for sim, vá em frente, mas se for não, talvez seja hora de repensar. Não existe um ser perfeito universal, mas há aquele que é perfeito para você. Aquele que te ama da forma como você é e que te faz ter a convicção de que, com toda certeza, você é a pessoa mais sortuda do mundo todo.

Eu e o Fred temos uma longa história. Entre idas e vindas já brigamos muito, já discordamos, já fizemos as pazes rindo e chorando, conhecemos o melhor e o pior de cada um. Já morremos de ciúmes e nos sentimos inseguros. Ele tem vários defeitos que já me fizeram achar que talvez houvesse alguém melhor, e eu tenho outros milhares que o levaram a questionar se o nosso relacionamento valia a pena. Porém, as qualidade, as afinidades, as virtudes, os sentimentos, são infinitamente maiores. Foi aí que cheguei a um ponto crucial: o amo profundamente por quem ele é, e amo ser quem sou ao seu lado. Amo o casal que somos. Amo a nossa história. Amo a amizade que desenvolvemos. Amo os nossos sonhos e os nossos projetos. Amo o nosso dia a dia e os momentos especiais. E principalmente: amo a mulher que ele me faz ser.

E para terminar esse post, encerro com uma frase dita pelo Tio Renato, o pai da Pri, na nossa adolescência: "O mundo tem mil namorados para vocês, mas Deus tem um só."
Pense nisso.

Saturday, June 7, 2008

Cerol

Andando de carro no anel rodoviário com minhas irmãs, percebo que algo agarrou no retrovisor. Como eu estava dirigindo pedi a Iara para ver o que era: uma linha com cerol pertecente a um papagaio (pipa, na versão mineira). Fechei o vidro bem rápido, enquanto observei a linha literalmente cortar o retrovisor do carro, até eu conseguir achar um acostamento ou qualquer lugar do gênero para estacionar. Minutos depois consegui, a tempo de retirar o fio que em poucos minutos cortou, com uma facilidade incrível, praticamente a metade do retrovisor. Até agora não entendi como isso aconteceu, mas fiquei chocada com a violência da coisa. Algo simples, que é usado para brincar, mas que pode matar alguém. Se cortou com tanta facilidade um retrovisor, imagine o pescoço de algum motociclista!!!

Tô chocada até agora... Moral da história: existem brincadeiras que machucam, pra valer.

Tuesday, June 3, 2008

O Teu amor

Semana passada fui gravar com a Ana algumas músicas do CD novo para o site. Amei a maior parte delas, mas uma em especial me chamou a atenção: O Teu amor. A música fala que ele é mais forte do que a dor, maior que o meu pecado, vai mais além do que eu possa imaginar... Até aí nada que você nunca tenha ouvido antes... Mas aí entrou a fala da Ana sobre conseguir amar quem parece não ser possível: assassinos, pessoas que estão presas, quem ninguém quer tocar, etc.

Fiquei pensando e fui um pouco mais longe: sou capaz de amar quem me decepciona? Sou capaz de perdoar quem me fere? Consigo amar aquele líder que pecou? Consigo perdoar quem me feriu intencionalmente? Dou conta de voltar a admirar quem pisou na bola? Consigo dar uma segunda chance para quem caiu? Consigo não expor ainda mais a ferida descoberta do meu irmão?

Pode ser que nem sempre a minha resposta seja positiva à essas perguntas, mas a de Jesus é simplesmente a mesma: SIM. Ele sempre oferece amor, perdão, aceitação, segundas, terceiras, quartas chances... Então, se Ele que é TUDO consegue, por que então nem sempre nós conseguimos? Nos achamos superiores ao Criador? Nos achamos mais justos do que Deus? Nos achamos com o direito de julgar e punir? Por que ao invés de estender a mão, insistimos em acusar, apontar o dedo, ajudar a condenar ainda mais?

Não tenho uma resposta definitiva, mas tenho pensado muito sobre isso. Aí entra a canção novamente. Precisamos aprender a olhar com os olhos de Cristo e a amar com o amor que vem dEle. Nós fomos alcançados por esse amor inexplicável, somente pela graça, e precisamos aprender a ser mais graciosos com os outros. Eu quero aprender.

Aí vai o vídeo. No site especial tem outras canções. Vale a pena assistir.