O sábado foi marcado pela noite no Marília Pizzeria. Apesar da comida maravilhosa, do ambiente elegante, do serviço excelente e do inesquecível e sempre Petit Gateau, não foi isso que fez a saída ser deliciosamente boa. É a companhia mesmo. Falamos sem parar por horas a fio, contamos casos, relembramos fatos, fizemos planos e constatamos: crescemos. A Pri é minha amiga de infância e a Carol se juntou à nós na adolescência. Vivemos juntas tudo o que uma menina passa e hoje desfrutamos da mesma amizade. Nunca houve interesse. Nunca sentimos ciúmes. Com elas não sei o que é competição ou falsidade. Porém, se antes falávamos da pegação no pé dos professores, hoje o assunto virou nossos empregos. Se desabafávamos sobre os meninos de quem gostávamos, hoje rimos das manias dos nossos fiéis companheiros. E assim os anos passam e a gente cresce.
Como nos dias de colégio, dormimos todas na minha casa, transformando meu quarto em um acampamento. Tiramos o domingo para tomar um café da manha diferente. Fomos ao Santa Sophia, minha cafeteria favorita em BH. Confesso que fiquei desapontada com o buffet, bem simples, se comparado à sofisticação do lugar e ao preço cobrado, mas com uma simplicidade eficiente, nos alegramos. Explico melhor: o pão de queijo é bom, os ovos mexidos idem, a broa uma delícia e o café puro nem se fala. Mais mineiro impossível. Enfim... Bom, mas não espetacular, como eu esperava poder oferecer às minhas queridas. Mas espetacular mesmo foi a companhia... e o nosso papo sem fim. Definitivamente é fantástico estar com elas: seja comendo abacaxi na 25 de março em Sampa, ou em um restaurante fino em BH.
Com elas não sinto falta de nada. Aliás, falta mesmo sinto quando elas se vão. Mas aí é a hora de planejar nosso próximo encontro. Tomara que as companhias aéreas continuem em promoção...

Estas somos nós. Eu, Pri e Carol nos tempos de Batista. Há mais de dez anos...






